Por: Gabrielle Figueiredo | 12/02/2016

Há oito meses, o designer gráfico Eduardo Heideke, de 25 anos, fez uma proposta ao namorado, o jornalista Diego Drush, de 27 anos, que mudaria a vida dos dois: largar o emprego, juntar as mochilas e viajar pela América do Sul.

Namorados há um ano, o casal já passou pela Colômbia, Equador, Peru e atualmente está em Rio Branco, no Acre, cidade que não estava nos planos, mas que decidiram conhecer e já estão há mais de dez dias. Com olhar e percepção diferenciados, todos os momentos e emoções da viagem são relatados no blog Fodam-se os Postais.

As belezas da capital acreana e as peculiaridades do estado também ganharam espaço especial nos posts Rio Branco: Tons pastéis na capital do Acre e Coisas que acontecem se você está no Acre.

Foto: Divulgação Fodam-se os postais

Foto: Divulgação Fodam-se os postais

“O nome Foda-se os Postais é exatamente pela ideia de que nossa viagem não se prende só a cartões postais ou pontos turísticos. Não é um blog de dica de viagens ou de quanto você vai gastar. É nossa vida, mas o plano de fundo é a viagem. Colocamos fotos de todas as cidades que passamos, mas nenhuma foi tão acessada como as de Rio Branco. Ficamos surpresos”, diz Eduardo.

O destino final de Eduardo e Diego é o Uruguai, quando devem retornar para Curitiba, cidade onde vivem. Os viajantes ficam hospedados em hostels ou na casa de voluntários encontrados na rede couchsurfing, responsável por promover intercâmbio gratuito de hospedagem entre viajantes de todo mundo.

Com pouco dinheiro e levando apenas o necessário dentro das mochilas, os namorados fazem ‘bicos’ nas cidades onde passam. Para eles, o mochilão representa uma espécie de casamento, porém, o par de alianças foi trocado pelas mochilas e a estrada.

Foto: Divulgação Fodam-se os postais

Foto: Divulgação Fodam-se os postais

“Eu sou de Corupá, Santa Catarina, e o Diego é de Maringá, no Paraná. Já morava em Curitiba há três anos quando o conheci. Vivia com uma amiga e ela foi embora. O apartamento era enorme e eu não queria dividir com outra pessoa e estava meio de saco cheio do trabalho. Foi aí que fiz a proposta. Ou ele iria morar comigo ou eu largava tudo e iria viajar com ele. Daí a gente decidiu viajar”, relembra o design, que trabalhava em um escritório de desing em Curitiba.

Apesar de a decisão ter sido tomada por Eduardo, o sonho de viajar pelo mundo sem data para voltar sempre foi de Diego. O jornalista conta que sonhava em conhecer outras cidades e culturas. Antes de pegar a estrada, o jornalista trabalhava com mídia social em uma agência de comunicação.

“O Acre não estava na rota, mas sempre tivemos vontade de conhecer. Planejamos para que a viagem demorasse seis meses e já passaram oito e ainda estamos aqui. Não dá vontade de voltar para casa”, revela.

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Fonte: G1.