Por: Isah Sanson | 7 anos atrás

Da coluna do Luiz Carlos Prates, de novo:

O Barack Obama está sendo duramente criticado por oposicionistas porque o Departamento de Saúde dos Estados Unidos está obrigando as empresas do país a fornecer métodos contraceptivos às suas funcionárias. Religiosos histéricos dizem que essa medida é contra a vida. Que estúpidos, contra a vida é mulher pobre fazer aborto clandestino e se ferrar. As ricas fazemm em boas clínicas e em segurança. Críticos hipócritas.

Falou e disse. Primeiro, porque mesmo oferecendo os métodos contraceptivos às funcionárias, ninguém obriga elas a engolirem o remédio caso queiram engravidar. Segundo, porque o aborto é uma das grandes causas de problemas de saúde das mulheres no mundo. Na maioria das vezes, por não ser permitido, o aborto é feito em péssimas condições que põem em risco a saúde da mulher, que por sua vez, gera enormes receitas ao governo para mantê-la em um hospital público. Terceiro que em algumas vezes em que o aborto não acontece, o filho torna-se fardo – o que muitas vezes também gera despesas ao estado e à sociedade, já que futuramente, muitos desses filhos acabam por criar problemas maiores por cairem na criminalidade.

Há quem diga que só engravida quem quer. Mas aí cabe lembrar que ninguém está isento de um “acidente” e que existe sim, falta de esclarecimento. E aí, sejamos sinceros, é uma boa ideia as empresas disponibilizarem os métodos contraceptivos para suas funcionárias e esclarecê-las quanto ao uso, já que algumas delas não têm condições de buscar informação profissional.