Por: João Marcos | 5 anos atrás

A Gigantesca Hidrelétrica de Três Gargantas, sendo a central hidrelétrica com maior barragem e também a maior represa do mundo, e, segundo estudiosos da área, é tão grande que teria alterado a velocidade de rotação da Terra.

Mas será isso uma verdade?

O que esta barragem poderia ter de tão especial para alterar a rotação da Terra, isso seria possível?

A Represa das Três Gargantas interrompe o fluxo do rio Yangtze, o maior rio da China, na província de Hubei. O lago produzido pela alagação tem 660 km de comprimento e 1,12 km de largura, em média, com uma superfície total de 1.045 km². O volume total de água na represa é de 39,3 km³, pesando mais de 39 trilhões kg.

Elevar 39 trilhões de kg. de água a 175 metros acima do nível do mar altera o momento de inércia da Terra, ocasionado a perda de velocidade de rotação do planeta. É semelhante a um fenômeno em que acontece quando um patinador encolhe os braços e gira mais rápido, e vice-versa.

Só que, no caso da Terra, 39 trilhões de kg, não é muita coisa e essa diferença, apesar de existir, é praticamente imperceptível para os habitantes do planeta. Usando o mesmo cálculo ao que foi feito quando o terremoto do Japão foi acusado de encurtar os dias na Terra, cientistas da Nasa chegaram a conclusão que o dia deve ficar 0,06 microssegundos mais comprido com a elevação dessa massa.

Também deve alterar bem pouco a posição do eixo da Terra, em 2 centímetros, além de deixá-la um pouco mais alongada no equador e chata nos pólos.

Como engenharia, contas e tudo mais não são nem de longe algo que eu entenda e possa falar com propriedade, a fonte da notícia é essa e na caixa de comentários – apesar de ter um monte sem noção – tem uns caras que nos fazem pensar sobre o assunto. Como o comentário do Eduardo Azambuja:

Acho que todo mundo está se apegando aos valores. 0,06 microssegundos, 2 cm… e se esquecendo do fato que ALGO CONSTRUÍDO PELO HOMEM foi capaz de alterar a velocidade de rotação de nosso planeta. Isto é surpreendente. Evidentemente que é surpreendente para quem curte e está ligado em física e engenharia. Se lembrarmos que em 60 dias teremos um microssegundo, em 60 mil dias ou 164 anos, já teremos um milésimo de segundo. Para nós, nada. Para os satélites que comandam todo o sistema de GPS, cuja unidade de medida é o microssegundo, um erro do tamanho de MIL VEZES a sua unidade de medida, portanto, inaceitável. Meninos, estudem.

Faz sentido, faz sentido.