Por: Ricardo Daniel Treis | 8 anos atrás

casa invadidaNa madrugada de domingo, um acidente causou estragos em duas casas da rua Gustavo Hagedorn, perto da Arena Jaraguá, no bairro Nova Brasília. Ninguém ficou ferido. O curioso é que o acidente foi provocado pelo caminhão-guincho da Polícia Militar, que saía do 14º Batalhão da PM, na mesma rua das casas, para atender a uma ocorrência.

O guincho saiu do quartel e andou cerca de 300 metros pela rua, em linha reta, até o motorista perder o controle. As marcas no chão e na grama mostram que ele entrou na calçada cerca de 10 metros antes da primeira casa da rua, no começo de uma descida. Depois, passou por um monte de areia, derrubou um muro, entrou no terreno, derrubou outro muro mais baixo e caiu sobre o telhado da segunda casa da rua, que fica em um nível mais baixo.

Nesse momento, o ferramenteiro Cristian Koslowski estava em casa navegando pela internet. No quarto ao lado, onde caiu o caminhão, dormiam sua mulher Marilucia Oening e o filho Gustavo Koslowski, de três anos. “Foi um susto e tanto. Eu ouvi o barulho e saí para ver o que tinha acontecido. Enquanto isso, minha mulher gritava em casa. Imagina o pavor, ser acordada por um guincho que cai dentro de casa”, diz Cristian.

Para Marilucia, essa foi uma das piores experiências de sua vida. “Eu não conseguia pensar em nada. Depois, liguei para a própria polícia para que mandassem alguém aqui. Eles pareciam não entender o que eu dizia, então falei que era só alguém sair do quartel para ver o que o guincho tinha feito.”

Os moradores estão preocupados com as despesas para as reformas necessárias. Cristian diz que vai precisar trocar todo o teto da casa, já que a estrutura geral foi danificada. Nos vizinhos, a preocupação é com o muro, que recém tinha ficado pronto. “Só espero que não tenhamos que entrar na Justiça para pedir indenização. Imagina o tempo que vai demorar se for assim”, diz a moradora Paula Cardoso.

O comandante da PM Rogério Kumlehn diz que o órgão vai abrir um inquérito para investigar o acidente. “Esse inquérito deve estar pronto dentro de 15 dias, mas, de qualquer forma, a responsabilidade pelos estragos é do Estado. Não sabemos ainda as causas do acidente”, afirma Kumlehn.


Matéria e foto: AN