Guaramirim – Santa Catarina

Origem do Nome

Guaramirim, nome de origem indígena que significa Pequena Garça Vermelha (adotado como a versão oficial e que faz parte do Brasão do município).

Quando o padre francês Claude d’Abbeville chegou ao Brasil, em 1612, deslumbrou-se com o manto, de plumas vermelhas, usado pelos índios tupinambás, o acoiave. Na História da Missão dos Padres Capuchinhos na Ilha do Maranhão, escreveu: “Os homens da terra usavam o acoiave tecido com as mais belas penas, não para esconder o corpo, mas sim para se mostrarem mais belos em seus festins e solenidades”. A majestade da vestimenta que encantou o franciscano vinha da penugem do guará (Eudocimus ruber), que habitavam os manguezais da costa brasileira.

A cor do guará vem da alimentação baseada em crustáceos. “Todos os caranguejos carregam caroteno”, explica o ornitólogo Dante Teixeira, do museu nacional, no Rio de Janeiro. “Esse pigmento vermelho absorvido pelas penas, deixa a ave escarlate”. Se o cardápio é alterado, a penugem desbota. No século XVI, quando o Brasil era colônia portuguesa, os guarás habitavam os manguezais da Ilha de Santa Catarina.

História

Em 1887, um grupo de colonos que dirigia-se a colônia Jaraguá, aportou as margens do Itapocuzinho, vindos da Europa através do VAPOR DESTERRO, que atracou no Porto de São Francisco do Sul, sob a liderança do professor Gustav Doubrawa, estabelecendo-se a margem do Rio Itapocu, originando-se depois Bananal e hoje Guaramirim.

Os imigrantes se instalaram às margens do Rio Itapocuzinho, liderados por Gustavo e João Doubrawa, Carlos Schüffer, Julius Friedmann, Ferdinand Hansch e Carl Vasel. Entre eles também estavam os colonos portugueses Manoel Alves da Siqueira, José Vicente Caetano e Bento Ricardo de Souza. Mais tarde, chegaram os imigrantes italianos, que se instalaram na mesma região, desmatando as margens do rio para preparar a terra.

Este é considerado o marco inicial do povoamento de Bananal, já que não há outros registros oficiais a respeito. Em 1891, o professor Gustav Doubrawa, foi escolhido pelo Pastor Wilhelm Lange, de Brüderthal, para lecionar na escola para os próprios moradores, em casa de estilo enxaimel. As aulas iniciaram em 1892.

O Barracão de Imigrantes consistia em estrutura sólida e cercada de tábuas serradas “a Marangoni”, serviço braçal coberto com folhas de flandes galvanizada a zinco, cujo piso era de terra batida e oferecia agasalho para conter até 20 famílias.
Com implantação da Estrada de Ferro São Francisco do Sul – Porto União foi inaugurada a Estação Ferroviária de Bananal em 1910, hoje a edificação mais antiga da cidade. A estrada de Ferro trouxe o progresso e em conseqüência deslocou o eixo da colônia para as imediações da Estação Ferroviária, ficando o marco inicial em segundo plano.

Uma outra referência pertinente aos primórdios de Guaramirim pode-se fazer em relação à implantação em 1907 do Núcleo Federal Barão do Rio Branco que perdurou até 1930, vindo a sofrer um forte retrocesso. No ano de 1907 o Governo Federal de Afonso Pena criou por Decreto do Ministério da Agricultura (Instituto de Colonização Federal), o núcleo Barão do Rio Branco desmembrando do domínio Dona Francisca uma gleba com 192 lotes rurais e uma sede na qual foram edificadas 15 casas. Foram também construídos um correio, uma cadeia, uma escola, uma praça com serviço de metereologia, um barracão para os imigrantes, e o restante das casas para os funcionários do núcleo. Foi construída também uma capela que foi batizada com o nome de São José, sendo seu capelão até 1921 Cantalício Erico Flores.

Todos os estudos efetuados revelaram que Bananal (Guaramirim) é parte integrante da Colônia Dona Francisca e suas terras pertencentes a esta colônia, fruto do contrato efetuado, pelo senador alemão Mathias Schroeder que objetiva à referida colônia, maior foco de colonização agrícola da América do Sul pela extensão e produtividade.

Os primeiros Imigrantes vieram da colônia Dona Francisca e eram alemães; posteriormente chegaram italianos, açorianos, poloneses e outros que se assentaram no município.

Três fatores históricos moldaram a base da economia e o crescimento do município. O primeiro aconteceu em 1910, com a inauguração da Estação Ferroviária, que fortaleceu o comércio local. Em 1930, teve início o ciclo da industrialização, destacando-se as indústrias de cana de açúcar, cachaça e cerâmica. A partir de 1970, as indústrias moveleiras, de conservas, massas alimentícias, metalúrgia, tintas e vernizes e do vestuário, surgiram como nova fonte de geração de riquezas do município. Hoje, Guaramirim busca um novo salto econômico, com iniciativas que asseguram benefícios para instalação de novos empreendimentos no município.


Jonathas Guerra