Por: Ricardo Daniel Treis | 8 anos atrás

Meu texto de semana passada, “Por um mundo menos bundinha”, desencadeou uma série de reações no blog. Não um, mas uma série de leitores comentou da geração de crianças que está sendo criada pelos pais em verdadeiras bolhas de proteção, desenvolvendo-as frágeis e mimadas. Disso lembrei de uma postagem que fiz em março de 2009, que reproduzo abaixo para botar mais um ponto nessa conversa.

Geração frutinha

Dei de cara com uma entrevista de Mr. Clint Eastwood no site da revista Esquire. Ponto-de-vista duro, traduzí uma das respostas pra compartilhar aqui:

Vivemos hoje a geração frutinha (pussy generation), onde todos agora ficam dizendo “Bom, como lidamos com isso psicologicamente?” Noutros tempos você simplesmente respondia enfiando a mão na cara dos brigões e saía fora. Mesmo que o cara fosse mais velho e ainda pudesse te empurrar de novo, você seria respeitado por ter revidado, e seria deixado em paz dalí pra frente (…) Eu não sei exatamente quando teve início a geração frutinha. Talvez quando as pessoas começaram a perguntar a respeito do sentido da vida.

Clint foi seco nessa e noutras respostas, porém um cara que nasceu no início dos anos 30 e vê a forma como TODOS os problemas vêm sendo lidados hoje, não teria outra coisa pra dizer senão “vocês estão complicando tudo”. Relacionamentos caóticos, crises pessoais, problemas no trabalho, problemas em família e etc, Clint está certo: não prolongue a agonia, simplesmente dê logo um soco no brigão e fique em paz.