Por: Ricardo Daniel Treis | 8 anos atrás

Mais um dos fantásticos causos de Guaramirim… Via AN, vão as versões do fato:

Vereador diz ter sido agredido por PMs
Gilberto Junckes (PPS), vereador de Guaramirim, foi agredido por dois soldados da Polícia Militar no bairro Guamiranga. Segundo o vereador, ele saiu de casa às 21 horas. Quando voltava, pela rua Lauro Zimmermann, cruzou a viatura no sentido BR-280 – bairro.

Os policiais perseguiam seu carro, um Ford Ka branco, e fizeram sinal para parar. Ele conta que parou e esperou. Quando baixou o vidro, pediram que saísse do carro. O vereador saiu e se apresentou como Gilberto Junckes, vereador da cidade. “Parece que foi a senha que precisavam. Olharam-se e disseram : ‘vamos levar’. Aí começou a pancadaria. Me acertaram com o cassetete na cabeça, tão forte que chegou a voar sangue no carro, depois seguiram me batendo até que me algemaram, sem pedirem meus documentos”, contou, em casa.

O vereador passou a noite em observação no Hospital Santo Antônio, em Guaramirim, e foi tratado pelo plantonista Rangel Osellame, que constatou ferimentos no rosto, cabeça e abdômen. Gilberto foi à delegacia registrar queixa por difamação, lesão corporal, abuso de autoridade e tortura.

Na delegacia da Polícia Civil, os PMs Marciano Cruz da Silva e Felipe Baninski registraram a sua versão do fato em um boletim de ocorrência. Segundo eles, estavam indo averiguar uma ocorrência de assalto. A referência era um veículo branco com película. Quando viram o carro do vereador, no sentido contrário, começaram a perseguição. Segundo eles, deram ordem para o motorista sair do carro e colocar a mão sobre o capô. Gilberto teria saído dizendo que era uma autoridade da cidade e que a PM não podia fazer uma coisa dessas. Os soldados disseram que foram obrigados a usar “técnicas de abordagem”. O vereador teria reagido, e usaram de força física até colocá-lo na viatura. Os policiais registraram no BO as infrações de desacato, desobediência e resistência à prisão.