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Muito interessante este artigo publicado pelo Tiago Dória. Compartilho abaixo com vocês.

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Bastaram dois erros da arbitragem nos jogos da Copa do Mundo deste domingo para começar uma boa discussão sobre o uso de tecnologias para reduzir esse tipo de problema.

Uma vez mais, uma suposta tecnofobia da FIFA foi lembrada.

Nos meus arquivos, resgatei uma matéria da TIME de 2006.  Na época, a reportagem cogitava, durante a Copa do Mundo, o uso da tecnologia Smartball, desenvolvida pela Adidas em parceria com uma empresa alemã. Basicamente, era uma bola com chip RFID, que detectaria com mais precisão se ela passou ou não a linha do gol. Tecnologia que, diga-se de passagem, logo depois foi descartada pela Federação Internacional de Futebol.

No final, o máximo de inovação da FIFA na última Copa foi a utilização de dispositivos sem fio para que a arbitragem pudesse se comunicar durante o jogo.

A reportagem da TIME já sentenciava – o futebol é um dos esportes mais conservadores em adotar novas tecnologias. Desde 1999, a Liga de Futebol Americano e o tênis já adotam uma série de tecnologias de replay instantâneo e até 3D para minimizar erros de árbitros.

Quatro anos depois, mais uma Copa do Mundo, situações parecidas, erros grosseiros de arbitragem, as palavras ecoam no blog Coluna Dois, de Gustavo Poli.

“Existem teimosias ancestrais, teimosias galáticas e teimosias galáticas ancestrais. A decisão de ignorar os recursos tecnológicos em futebol pertence a esse último grupo (…) O erro agride o princípio básico da FIFA – o fair play – porque, ao ser prejudicado de modo acintoso, não há equilíbrio emocional que se mantenha”.