Por: Ariston Sal Junior | 4 anos atrás
Reprodução/Internet

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Foram dois dias e meio de procura incansável.
Eu via na TV e, como gosto de uma cervejinha, tratei de procurar a plantação de cevada na Granja Comary.
Nada na segunda-feira, quando me orientei pela foto acima, da campanha publicitária.
Achei que estava fora de forma.
Voltei ontem e, outra vez, do lado oposto, nada de nada.
Tomei chuva hoje pela manhã, procurei, investiguei, perguntei aos companheiros se alguém tinha visto, pedi aos funcionários da Granja que me orientassem e a conclusão é desoladora: a tal cerveja especial anunciada não é feita com cevada da Granja Comary.
Alguém me disse que nem com cevada é, mas não acreditei, porque na garrafa diz que tem cevada e eu sou um cara de boa-fé.
Sim, também sei que a propaganda vive de metáforas, mas não precisava exagerar.

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A “Brahma Seleção Especial” irá custar até R$ 189 e terá um design moderno em garrafas de alumínio, deixando de lado o tradicional vermelho da marca e substituindo pela cor preta.

 

Atualização às 16h50: Por incrível que possa parecer, a nota acima causou um terremoto na Ambev.
E, segundo a empresa, pedidos de indenização por parte de clientes e de devolução de mercadoria por parte de supermercados.
Prometeram mandar ao blog a tal gritaria e até agora o blog nada recebeu.
Mas é importante lembrar que minha avó já dizia que uma brincadeira que precise ser explicada vira drama.
É exatamente o que aconteceu com a nota.

De fato não existe a plantação, mas isso é tão importante como aqueles simpáticos bichinhos da Parmalat, que depois se soube era uma empresa objeto da operação Mãos Limpas, na Itália.
A empresa diz que a plantação não existe mais porque está dentro das garrafas pretas da cerveja especial.
Não é o que dizem os funcionários da Granja Comary, nem os especialistas em cerveja da região, pródiga na produção das artesanais e de qualidade.
Os funcionários contam que o que se plantou de cevada na Granja foi o suficiente apenas para fazer a campanha publicitária.
Os especialistas garantem que seria necessário tempo, pouco mais de três meses, e área muito maior, para plantar, colher, produzir e abastecer uma produção, mesmo que limitada, fruto de forte campanha na TV.
Enfim, o que era, como a cerveja, para sair na urina, virou uma crise.
Definitivamente, o mundo perdeu o senso de humor e, cá entre nós, é rigorosamente desimportante saber de onde vem a cevada, a não ser como criação publicitária.
Ou será que alguém acha mesmo que é verdadeira a situação daquele anúncio do posto de gasolina em que o astronauta manda descer na banguela para abastecer ?

Por sinal, pode parar, que agora sou eu quem quer descer…

Via Uol