Por: Gabriela Bubniak | 14/03/2017

Afinal, Mona Lisa está ou não sorrindo na pintura de Leonardo da Vinci? Existem diversas hipóteses para a aura de mistério que envolve a maior obra da pintura ocidental. Uma pesquisa desenvolvida na Universidade de Freiburg, no entanto, afirma que ela está realmente sorrindo – ao menos, é o que a maioria das pessoas enxerga.

Para entender como seu semblante é interpretado por nosso cérebro, cientistas criaram oito diferentes releituras da obra. Em cada uma delas, a curvatura da boca da Gioconda era um pouco alterada. A técnica tinha o intuito de modificar a expressão da modelo, deixando-a com aparência mais triste ou mais feliz. Doze pessoas, entre 20 e 33 anos, participaram do experimento, observando em ordem aleatória a obra original e as oito releituras.

Os participantes deveriam analisar cada uma delas, dizendo se achavam a representação feliz ou triste, e o quanto estavam seguros dessa afirmação. As respostas foram utilizadas para organizar uma escala de certeza, da versão mais triste para a versão mais alegre. A pintura original foi identificada como feliz em quase 100% dos casos.

1 -MONA LISA

Foto: Divulgação

Em um segundo momento, o quadro original foi colocada como sendo a mais alegre. A releitura mais triste formava o outro extremo e o conjunto era intercalado por sete versões intermediárias. O resultado observado foi o mesmo: apesar de uma diferença menor de semblante entre cada quadro, a obra de Da Vinci continuou sendo apontada como a mais feliz, mesmo acompanhada apenas de versões down.

Nesse caso, os cientistas observaram alteração nas funções psicomotoras do cérebro dos participantes em relação ao primeiro experimento. Tais funções correspondem às experiências vividas por uma pessoa, que ajudam a compor sua forma de ver o mundo.

Segundo os pesquisadores, isso indica que o contato com uma variedade maior de expressões está ligado a interpretações mais complexas do outro. E também que o mistério no sorriso da Mona Lisa pode ser só invenção da nossa cabeça.

Fonte: Superinteressante