Por: Ariston Sal Junior | 3 anos atrás
Maria das Dores está no abrigo desde o dia 8 e espera sacar o fundo para pagar aluguel e comprar os móveis que perdeu (Foto: Lúcio Sassi)

Maria das Dores está no abrigo desde o dia 8 e espera sacar o fundo para pagar aluguel e comprar os móveis que perdeu (Foto: Lúcio Sassi)

O FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) poderá ser liberado por telefone para os atingidos pelas enchentes na região. O número ainda não foi divulgado. A novidade fará com que os atendimentos da Caixa sejam agilizados e o processo para retirada do fundo seja encurtado. A Prefeitura de Corupá enviou na terça-feira (1) a documentação necessária exigida pelo banco para liberação do dinheiro. A Caixa aguarda o recebimento dos documentos de Guaramirim e Jaraguá do Sul.

Os beneficiados ainda precisam esperar. O dia que o valor vai estar disponível para saque é incerto. Somando as datas de envio da documentação repassadas pelas prefeituras e a expectativa dos gestores de Defesa Civil dos três municípios, o FGTS deve ser liberado num período de duas a quatro semanas. Após a avaliação do Conselho Curador da Caixa, as agências locais estarão autorizadas a repassar o FGTS aos trabalhadores. O prazo estabelecido para que as vítimas recebam o dinheiro vai até setembro.

Segundo o gerente geral da agência do banco em Guaramirim, Celso João Croll, após o trabalhador confirmar por telefone a intenção de sacar o FGTS, ele poderá retirar o dinheiro em um prazo médio de cinco dias. “Também vamos ter a opção de atender em um local físico. Mas, nessa situação, o cadastramento eletrônico tem que ser feito pelo banco depois, o que acarreta mais um processo. Por telefone, será mais rápido”, comenta. A opção de definir o saque do fundo pela central começou a ser oferecida neste ano.

O diretor da Defesa Civil, Irineu José Veiga Júnior, espera que o pagamento seja realizado em um prazo de 45 a 60 dias. “Isso sendo otimista, agora estamos aguardando as definições com a Caixa para atender a população atingida”, diz.

No último dia 24, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil reconheceu a situação de emergência de Jaraguá do Sul e Corupá e o estado de calamidade pública de Guaramirim, decretados pelos prefeitos após as inundações. A partir disso, as prefeituras precisam enviar à Caixa o decreto, a homologação da Secretaria e um levantamento completo dos locais atingidos pela enchente. Com o banco liberando o fundo, o limite de saque deverá ser de R$ 6.220 por conta.

 

Somente moradores de ruas atingidas poderão sacar o dinheiro

A Secretaria de Defesa Civil de Jaraguá do Sul deve encaminhar a documentação até o fim desta semana, segundo o secretário Marcelo Prochnow. Ele acredita que, após isso, a Caixa defina a forma de liberação do fundo em um prazo de uma a duas semanas. No ano de 2011, a liberação foi feita gradativamente de um a dois meses depois do maior pico de enchente, em janeiro. “Dependendo da avaliação da Caixa, já na semana que vem podemos ter boas novidades”, espera o gerente geral da agência, Valnei Foppa.

A expectativa agora é que não seja necessário tantas pessoas em apenas um local, como foi no Ginário Artur Müller, e que os trabalhadores escolham solicitar o fundo por telefone, através da central de atendimento. “Existem situações em que a pessoa não vai poder ou querer fazer por telefone, então vamos disponibilizar um espaço para atendimento”, diz o secretário Prochnow. Segundo ele, ainda será negociado com a Caixa a melhor maneira de liberação. “É bem provável que seja por ruas atingidas mesmo, já que fazer um levantamento por residências, individualmente, fica bem difícil”, declara.

A Defesa Civil de Corupá, que enviou a documentação na terça-feira (1), aguarda a definição da Caixa para programar o pagamento do fundo. O secretário de Assistência Social, Trabalho e Habitação, Felipe Rafaeli Rodrigues, explica que a pasta montará um cronograma para atender os atingidos de acordo com a rua onde residem. “Depois desse cadastramento, ele irá à Caixa para o banco liberar o saque. Só vai ser cadastrado quem estiver na área atingida levantada pela Defesa Civil”, afirma. A previsão dele é que a Caixa autorize o cadastramento em 10 dias. “Quando tivemos a resposta, vamos divulgar todo o cronograma e chamar os trabalhadores para efetivar o processo”, garante.

Via OCP