Por: Gabrielle Figueiredo | 2 anos atrás

Segue artigo publicado na Revista Galileu

Escrever utilizando uma linguagem acadêmica pode ser complicado para quem não tem costume. Mas nada se compara com o trabalho que dá colocar todo o material produzido dentro das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Os estudantes Yguaratã Cavalcanti, Paulo Silveira e Bruno Melo perceberam essa dificuldade quando fizeram pós-graduação em computação na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Recife.

escrever-computador

Por estar em um curso relacionado a computação, o trio de amigos era hábil com várias ferramentas que facilitavam a formatação de trabalhos acadêmicos. Como nem todo mundo tem a mesma sorte, os estudantes decidiram remover os entraves tecnológicos e criar uma plataforma intuitiva e prática na qual mais pessoas pudessem editar seus documentos já dentro de templates padronizados.

A ideia surgiu há quatro anos, mas teve vários protótipos e só ganhou uma versão disponível para o público em julho de 2015. Desde então, cerca de 10 mil pessoas já usaram a ferramenta.

Para utilizar a Fast Format, basta entrar no site e criar uma conta. A partir dai, o usuário pode escolher o template que quer utilizar. Estes são em padrões específicos de diversas universidades, além de periódicos acadêmicos e formatações exclusivas de conferências – os internautas podem submeter pedidos para a inclusão de modelos de instituições específicas, que podem demorar um período de uma semana para irem ao ar.

fastform

Após a escolha, é aberto um editor de texto. “Vale lembrar que a escrita ocorre na própria ferramenta, parecido de como é feito em blogs. Não é uma ferramenta na qual você carrega seu arquivo e o converte na ABNT”, disse Yguaratã Cavalcanti em entrevista a GALILEU. Os arquivos ficam salvos na conta do usuário na plataforma e, quando estiverem prontos, podem ser exportados em diferentes extensões.

A intenção dos criadores é criar uma empresa e conseguir investimentos para tocarem o negócio. No momento, a ferramenta ainda é gratuita, mas o trio de amigos está aceitando doações para que as pessoas possam usá-la sem cobrança. “Dependendo das doações podemos manter a gratuidade. Mas caso precisemos cobrar, ainda será um preço acessível”, diz Cavalcanti. “Fazemos uma comparação: para formatar um trabalho, as pessoas cobram pelo menos R$ 200 – a Fast Format não será nem de longe tão cara.”