Por: Gabrielle Figueiredo | 03/08/2015

Estudantes de música ansiosos para que 2016 chegue logo devem ficar atentos para o período de inscrições ao 11º Femusc (Festival de Música de Santa Catarina).

De 10 de agosto ao meio-dia até 10 de setembro, as inscrições estarão abertas somente pelo site www.femusc.com.br, seguindo o mesmo processo dos anos anteriores.

Foto: Piero Ragazzi

Foto: Piero Ragazzi

Uma novidade para a próxima edição, que ocorrerá de 18 a 30 de janeiro em Jaraguá do Sul, é que este ano as inscrições para o Femusc Jovem também ocorrerão junto a dos outros programas. O Femusc Jovem (destinado a jovens músicos de 12 a 17 anos) é uma continuação do Femusckinho (6 a 12 anos), e seu objetivo é fortalecer o desempenho de jovens músicos de instrumentos orquestrais na região de Jaraguá do Sul.

Conforme o diretor artístico Alex Klein, o Femusc 2016 oferecerá menos vagas – serão 80 para o Femusckinho (cujas inscrições abrirão em novembro), 80 para o Femusc Jovem, 40 para Canto Lírico, 20 para quartetos de cordas (5 grupos no total), 40 para o Promusc, e 300 divididas entre os programa Avançado e Intermediário.

No total serão 560 vagas, comparado a 2015 quando foram oferecidas 760. “A medida se deve à necessidade de ajustar os custos à situação econômica brasileira”, observa Alex Klein.

O que não muda, ao contrário, será incrementada, é a programação do maior festival-escola de música erudita do Brasil. “Estamos planejando um número ainda superior de apresentações para o público, incluindo a criação de uma série de concertos diários exclusiva para o canto lírico”.

Por falar em canto lírico, Klein anuncia uma novidade no Femusc 2016 que há muito tempo vinha movimentando a organização do evento, a apresentação da obra “O Morcego” (Die Fledermaus), de Johann Strauss, cantada em alemão, com legendas e diálogos em português, no dia 29 de janeiro.

Novidades no corpo docente

Concerto de Encerramento Femusc 2011 - Foto: Cyntia Tetto

Foto: Cyntia Tetto

Enquanto alinha a programação a ser cumprida durante os 14 dias do evento, já está definido o corpo docente, com 55 professores convidados.

Dentre eles o trompetista Martin Angerer, da Orquestra Sinfônica da Rádio da Baviera de Munique, e o violinista berlinense Simon Bernardini. Além deles, também retornam Leon Spierer, liderando a 4ª Sinfonia de Felix Mendelssohn, com a Orquestra Sem Maestro, e a soprano Ana Hasler para um recital de canto na abertura de uma nova série de concertos dedicada ao canto lírico. Outros nomes são o do violoncelista dinamarquês, radicado nos EUA, Hans Jensen, e o do violinista norueguês Ole Bohn.

“Todos os anos”, explica Klein, “para todos os grandes festivais, os convites a professores são sempre um processo demorado. Estes artistas são ocupados, viajam muito, e dependem de consultas em agendas e licenças de suas orquestras para confirmar sua vinda. No FEMUSC não é diferente, e todos os anos este processo de confirmação de professores dura muitas semanas. Este ano, no entanto, uma semana após eu enviar o convite aos 55 professores do FEMUSC, já recebi confirmação de 46 deles, incluindo alguns que necessitaram solicitar licença de suas orquestras, como o trompetista Martin Angerer, da Orquestra Sinfônica da Rádio da Baviera em Munique, e o violinista berlinense Simon Bernardini”.

O diretor artístico destaca ainda a alegria diante da confirmação de Leon Spierer para mais um FEMUSC, desta vez liderando a 4ª Sinfonia de Felix Mendelssohn, conhecida como “Italiana”, com a Orquestra Sem Maestro. “Ao aceitar o convite para retornar ao FEMUSC, a soprano Ana Hasler também concordou em apresentar um recital de canto na abertura de uma nova série de concertos do FEMUSC, dedicada ao Canto Lírico. Para esta apresentação ela irá cantar o ciclo “Winterreise” (Viagem de Inverno) de Franz Schubert, um dos ciclos de canções mais conhecidos”.

Segundo Alex, ao aceitar o convite, o violoncelista dinamarquês Hans Jensen, radicado nos EUA, alegou que o FEMUSC “é tão impressionante e criou um ambiente tão acolhedor, que foi difícil voltar à vida normal em Chicago”. O violinista norueguês Ole Bohn considerou um “privilégio” ser convidado a voltar, e muitos professores mencionaram sentirem-se honrados pelo convite.