Por: | 8 anos atrás

O contrato da Associação Jaraguaense dos Deficientes Físicos (Ajadefi), que há 14 anos administra o estacionamento do Hospital São José, será rompido no dia 14 de junho. O presidente do conselho de administração do hospital, Paulo Mattos, foi quem definiu o prazo, mas preferiu não comentar o assunto. “É uma decisão interna, administrativa, e eles (Ajadefi) ficam até junho”, afirma.

Na terça-feira, a Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores, formada por José Osorio de Avila (DEM), o Zé da Farmácia, Jean Leutprecht (PCdoB) e Justino da Luz (PT), pediu reunião com representantes da associação. “Queríamos entender o que estava ocorrendo. Mas tivemos poucas informações”, disse Avila.

O contrato da associação com o hospital emprega 15 pessoas com deficiência. É cobrado R$ 1 por hora de permanência e a associação arrecada de R$ 20 mil a R$ 25 mil por mês. O dinheiro serve para pagar os funcionários (que recebem entre R$ 600 e R$ 700) e o aluguel para o hospital (que custa R$ 1,2 mil e que não está sendo pago porque o contrato não foi renovado). O que sobra é usado para ajudar associados e suas famílias.

“Eu tenho esperança de que eles vão mudar de ideia porque esse trabalho é muito importante”, diz o presidente da Ajadefi, Valdecir Titon. Segundo ele, não é o fato de deixar de receber o dinheiro que mais preocupa, e sim a suspensão da inclusão social que essas pessoas tinham alcançado. “Podemos conseguir recursos de outra maneira, mas como colocaremos tanta gente para trabalhar? O deficiente precisa se sentir útil, sair de casa, ganhar em troca de trabalho e não com assistência.”

As pessoas com deficiência que trabalham no estacionamento estão com medo do futuro. “Não sei o que vou fazer. Crio dois filhos sozinho depois que a mãe deles nos abandonou. Onde arrumarei emprego com 42 anos?”, questiona Osmarino Oliveira. Ele tem sequelas de uma paralisia infantil e trabalha no estacionamento há 12 anos. Sandra Vogel, 33, trabalha há quatro anos no local e tem atrofia na perna direita. Ela também está preocupada. “Não tenho nem ideia do que fazer e como vou arrumar outro trabalho.”

O técnico em laboratório Eneias Macelai que usa o estacionamento, não concorda com o rompimento do contrato. “Acho uma falta de respeito com as pessoas que trabalham e conseguiram uma oportunidade aqui”, afirma.

Via AN.

Gostaria de entender o motivo que fez a direção do hospital a tomar esta decisão, o blog esta aberto para uma resposta deles.

Até lá só posso ficar revoltado com esta palhaçada.