Por: | 8 anos atrás

o santo e a porca

Nosso amigo Luciano Cavichiolli liberou 4 ingressos para sortear entre os leitores aqui do blog. Para participar, basta deixar seu comentário aqui no post. Apenas leitores cadastrados e devidamente logados, podem participar da promoção.

O resultado sai na segunda-feira as 16 horas.

Montada pela primeira vez há 50 anos por Cacilda Becker, a deliciosa comédia de Ariano Suassuna, O Santo e a Porca, ganha nova montagem encenada pelo grupo carioca Limite 151 Companhia Artística.

Dirigida por João Fonseca, traz no elenco Élcio Romar, Gláucia Rodrigues, Marco Pigossi (o Cássio, da novela Caras e Bocas), Nedira Campos, Marcio Ricciardi, Janaina Prado e Nilvan Santos. A montagem estreou no Rio de Janeiro em 2009, arrebatou o Prêmio APTR 2009 de Melhor Figurino (Ney Madeira) e foi Indicada ao Prêmio Shell nas categorias de Melhor Atriz (Gláucia Rodrigues) e Melhor Figurino (Ney Madeira).

O Santo e a Porca aborda o tema da avareza. O santo do título é Santo Antonio e a porca, um cofrinho, símbolo do acúmulo de dinheiro e tão protetor quanto o santo. De acordo com Suassuna, o texto “é uma imitação nordestina” da peça Aululária, também conhecida como a Comédia da Panela, do escritor romano Plauto. A peça serviu de base para uma das tramas da microssérie e do filme O Auto da Compadecida, também de Ariano Suassuna.

Na peça, a avareza doentia de Euricão vai deixá-lo pobre e solitário. Caroba, criada de Euricão, para se casar com Pinhão, que trabalha para o milionário Eudoro, arquiteta um mirabolante, audacioso, confuso e hilário plano. Todos se deixam envolver tendo de um lado os “oprimidos” de todas as espécies e, de outro, os supostos opressores Euricão e Eudoro. Como em outros textos de Ariano Suassuna, a simplicidade do trabalho permeia toda a ação dramática.

A encenação do diretor João Fonseca busca instaurar um ambiente de encantamento, onde os contrastes entre a riqueza e a pobreza saltam aos olhos. Depois de dirigir Gota D’Água (Chico Buarque e Paulo Pontes) e A Falecida (Nélson Rodrigues), João Fonseca encara o desafio de mais um clássico, desta vez de um autor nordestino. “É um prazer dirigir textos brasileiros. Ainda mais porque em todos esses trabalhos o foco é no oprimido. O Santo e a Porca tem um olhar sobre o sertão, os grandes coronéis. Suassuna enxerga a capacidade de transmutar do pobre sertanejo, a capacidade de sobreviver, que faz com que a vida lhes dê uma inteligência grande para isso”, conta o diretor.

Nesta montagem da Cia Limite 151, o cenário de Nello Marrese cria, com recursos imaginativos, o ambiente não só de uma casa modesta nordestina, mas uma casa onde o delírio da economia do dono não permite qualquer luxo.