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No próximo domingo, as 19h, a peça “Escola de Mulheres”, de Molière, será apresentada no grande teatro da SCAR. Com direção de Roberto Lage e tradução de Millôr Fernandes o texto de mais de 350 anos ainda é assunto para roteiro, e sem dúvidas retrata bem o autoritarismo, individualismo e a relação entre mulher e homem.

Na época em que foi escrito, o texto tinha mais ênfase política, porém, mesmo com a revitalização do roteiro, há temas que não podem ser adaptados, pois ainda permeiam por entre os humanos, como o querer sempre se dar bem, em detrimento de outras pessoas. 

Arnolfo, vivido por Oscar Magrini, não suportaria a idéia de ser enganado por sua suposta esposa, a qual mantém enclausurada em sua casa, assim durante anos preferiu não se casar, para cometer aquilo que temia ser-lhe cometido. Arnolfo saia com mulheres já comprometidas e achava-se o grande conhecedor dos adultérios e de seus motivos. Ele tem como criados Alain, interpretado por Geraldo Franco e Georgette, pela atriz Cris Bonna, dois irreverentes personagens que divertem o público com seus trejeitos e costumes. Arnolfo criou uma mulher, desde muito pequena, Inês, vivida por Thais Pacholek, para que crescesse uma moça submissa, honesta, ignorante e dependente, uma jovem de completa inocência. Porém, Inês apaixona-se pelo jovem Horácio, interpretado por Erick Marmo, que é filho do grande amigo de Arnolfo, o velho roceiro, porém muito rico, Oronte, vivido pelo ator Flavio Faustinoni. Contudo, não consuma-se um adultério, visto que Inês e Arnolfo nem chegaram a se casar.

A clássica comédia tira risos do público pela sua inteligência, claro, falando de Molière não há como não citar sua inteligência para fazer o público rir, desde a época de suas escritas. Há uma grande filosofia ao se falar de mulher, e grande comédia ao tratar dos assuntos conjugais, quando exacerbados por critérios como os de Arnolfo. O cenário é dinâmico e acompanha uma luminosidade baixa e quente, com o calor das relações, mesmo tudo sendo tratado com leveza, a intensidade da luz dá o tom de paixão às cenas. As placas cenográficas são artísticas, relembram pinturas da época e deixam o palco singelo, e ao mesmo tempo elegante quando pisado pelos nobres figurinos, que de costura à costura relêem os trajes sociais clássicos.

 

Ingressos a venda na bilheteria do Teatro.

R$ 40,00 Inteira Antecipado
R$ 20,00 Meia Antecipado
R$ 30,00 Clube do Assinante AN  
R$ 25,00 Cliente Porto Seguro
R$ 50,00 no dia

Fonte do texto: Tangos & Boleros.