Por: João Marcos | 3 anos atrás

F  U  T  E  B  O  L

Só quem acompanha, quem sabe o que é ir num estádio, o que é ver seu time perdendo ou quem já inventou qualquer coisa furada pra rebater provocação sabe do que tô falando.

Se você é daqueles que falam: “Não vejo a importância disso” ou pensa que “é só um jogo”, amigo, talvez você também não entenda este post.

Futebol é muito mais que isso, envolve paixão, alegria, tristeza. Alguns sentiram o 7×1, mas só quem realmente gosta e acompanha futebol sabe como aquilo doeu no nosso ego. Mas enfim, não vou falar disso.

Me recuso a colocar a foto de qualquer jogador daquela noite, nenhum deles me representa.

Me recuso a colocar a foto de qualquer jogador daquela noite, nenhum deles me representa.

Vim nesse post mostrar que, pra quem gosta de futebol, não importa se é seu time do coração ou não que está em campo. O que vale mesmo é ver a gorduchinha rolar e o caqui azedar.

Quer prova de amor maior ao futebol do que encarar uma noite fria de inverno, num sábado, às 19h30, pra assistir a um jogo da Série B do campeonato catarinense de futebol? Hahaha. Só o Moleque Travesso pra me fazer encarar uma dessas.

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Sou desses ratos de estádio que gosta mesmo de acompanhar ali, in loco, gritando e cornetando. Então resolvi registrar como está sendo ir a um jogo do Juve nos últimos tempos e quem sabe, te incentivar a ir também, pois o time só está precisando disso para melhorar: o seu apoio.

Ingresso, 20 pilinha. Ok, tu vai falar que já viu jogo de Série A por esse mesmo valor, mas imagine você que existem gastos com segurança, iluminação, manutenção, árbitros… Acho um valor justo. Não o ideal, mas justo.

11749450_10203378122494005_96706006_nO jogo era contra o lanterna do campeonato, e sentamos lá na chamada “Faixa de Gaza”, hahaha. É a arquibancada lateral que tem esse apelido, devido a proximidade com a torcida adversária (que por sinal, não apareceu nesse jogo).

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Esperávamos um baile por conta do Juve, maaaaaaaaas, não foi isso que rolou.

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Primeiro tempo, 0x0. Então chegou a hora do intervalo, a hora da resenha, a hora de comer um espetinho sabor ferrugem da grelha, tomar um refrigerante (não se vende mais cerveja no estádio), cornetar os jogadores que estão no banco e ouvir a famosa frase: “Se fosse eu…”.

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Segundo tempo rolando com uma garoa fina batendo de leve, mas pelo menos dois gols movimentaram a pelada. Infelizmente, só um foi do Juve. A partida terminou no 1×1 e, naquele momento, o Moleque Travesso saia de campo com a vice-liderança da competição.

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Simples, né? “Não vi nada demais nisso ae João”. Quem já foi me entende, quem não foi, eu recomendo que vá e tente entender.

O futebol, para quem aprecia, é aquele caso antigo que tua mulher sempre vai ter ciúmes. É o tipo de assunto que nunca vai faltar pauta em qualquer mesa de bar.

O Ricardo me pediu para incrementar essa publicação aqui dando um motivo, uma razão para você que não acompanha ou gosta muito de futebol ir ao estádio e compreender o que estou falando… Mas não consegui. É complicado, não sei de onde surgiu esse sentimento nem tampouco o que o move.

Futebol está para mim como a endorfina está para os corredores, ou como a Olivia Palito está para o Popeye.

Me desculpe, não vou saber explicar exatamente (apesar de que no texto, eu já tenha aumentado pelo menos um pouco a sua curiosidade). A única coisa que posso te dizer com certeza é: largue os estereótipos e preconceitos de lado, te garanto que o máximo que vai acontecer com você é se divertir.

Termino o post com um fragmento de um texto escrito por Nelson Rodrigues com o título, Futebol é Paixão:

“E, por isso, eu lhes digo que A primeira missa, de Portinari, é inexata. Aqueles índios de biquine, o umbigo à mostra, não deviam estar na tela, ou por outra: — podiam estar, mas de calções, chuteiras e camisa amarela.”

Futebol, eu te amo.