Por: Sistema Por Acaso | 4 anos atrás

O especial Casas noturnas é um oferecimento:

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Produção:

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Flyer da festa de três anos do Café Confusão

Flyer da festa de três anos do Café Confusão

Prodigy e Chemical brothers eram os sons eletrônicos da época, e uma enxurrada de eletrônico melódico chamado de “house” dominavam alguns dos diversos ambientes do Café Confusão, uma casa que marcou época em Jaraguá do Sul. As redes sociais da época eram (pasmem) o e-mail, e o simpático serviço de mensagens instantâneas ICQ, com seu inesquecível ruído “a au” e seu efeito máquina de escrever ao digitar.

Conversa Por Acaso – Especial Café Confusão

Leia ouvindo:
The Prodigy – Smack My Bitch Up
Chemical Brothers – Hey Boy Hey Girl
– The Prodigy – Breathe
– The Chemical Brothers – Out Of Control

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Em um casarão, ao lado da antiga fábrica de refrigerantes Max Wilhelm, os sócios Rossele Gianesini, Julian Olsen e George Bleyer fizeram uma aposta ousada para época: apresentar uma casa temática de múltiplos ambientes, moderna e com atrações diferentes a cada semana.

Uma campanha muito bem feita gerou a expectativa: calma, muuuuita calma dizia a voz grave do anúncio de rádio. Com muita calma, mas com uma enorme curiosidade todos esperaram a casa abrir.

Em sua inauguração a fila para entrar quase dobrava a esquina da antiga fábrica. Enquanto durou em Jaraguá do Sul, o Café Confusão foi cenário de momentos inesquecíveis para muita gente. Tequileiras, malabares, bandas na área externa, duas pistas internas tocando o que havia de mais dançante na época. Sem falar nas inesquecíveis noites temáticas, uma mais legal que a outra: blackout,  malagueta –recorde de público na casa, ladies first e incontáveis outras. No jungle, como era conhecida a área externa, bandas como Gata Parida e Dazaranha ditavam o ritmo. Na pista “pop”, o DJ Lolo mandava ver na pick up, enquanto no “inferninho” rolavam os sons eletrônicos da época.

Bebida liberada das 4 às 5 da manhã para maiores de 18 anos

Bebida liberada das 4 às 5 da manhã para maiores de 18 anos

A proposta nasceu de um timing da ex-sócia, Rossele. Habituada às animadas festas das casas Bali Hai (Piçarras), Fábrica I (Rio negrinho) e Fábrica II (Joinville), que faziam muito sucesso, ela constatou ser o momento para algo inspirado nesses moldes  ser criado em Jaraguá. “Quando voltei morar em Jaraguá do Sul senti falta e imaginei como seria interessante e transformador trazer este novo conceito de festa e entretenimento para a cidade “, conta Rossele. Em um aniversário ela entrou Olsen e Bayer e trocou ideias com os empresários. “sugeri e expliquei a necessidade de uma casa noturna com formato e conceito semelhante ao que eles estavam fazendo “, disse a eles, que gostaram e ficaram de avaliar a proposta.

Desde o início os flyers do Café sempre foram diferenciados, item de colecionador.

Desde o início os flyers do Café sempre foram diferenciados, item de colecionador.

Para testar a recepção, Julian Olsen sugeriu uma festa nos moldes de A Fábrica. Alugaram um galpão no bairro Jaraguá Esquerdo e ali montaram a estrutura daquela que seria o embrião de um dos maiores sucesso da noite jaraguaense. A festa bombou e os ingressos esgotaram rapidamente:

Festa de lançamento da nova estrutura do Café.

Festa de lançamento da nova estrutura do Café.

CAFÉ CONFUSÃO – A decisão de abrir a casa, que se chamaria Café alguma coisa começou a tomar corpo até chegar o momento de procurar um imóvel. Ao passarem pelo imóvel da rua Max Wilhelm, com placa de aluga-se, decidiram visitar apenas pela curiosidade e acabaram encontrando o ambiente pareceu perfeito para o projeto. E a cada canto descoberto, a constatação de que seria uma “confusão”. Desse breve passeio surgiu o nome “Café Confusão”. Apesar de intuitivamente acreditar no sucesso da casa, Rossele conta que foi surpreendida pela procura, que superou suas expectativas. Segundo ela chegavam visitantes de outros estados querendo conhecer o point, como os curitibanos, presença comum nos dias de festas.

Rossele tem ótimas lembranças daqueles momentos: das festas, como a Malagueta com recorde de público e dos profissionais e parceiros  que trabalhavam na casa. Marcaram época os Djs Lolo, Mano, Espiga e o percussionista Rodrigo Paciornick.

José “Zeca” Jr.  colunista social a mais de uma década comentou:

O Café Confusão veio para tirar o povo da mesmice. “Ficávamos aguardando ansiosamente a festa que acontecia a cada 15 dias, na expectativa de saber o tema da próxima festa”. Entre essas rolavam a Men first e Guerra dos Sexos. Lembro com saudades do jungle, montado no jardim, com suas trilhas e bancos para dar uma descansada e conversar. A casa servia drinks diferentes e shot’s de tequila servidas na pista por performer’s com bombas de veneno nas costas.
Impossível esquecer da festa do Blecaute (quando ficava tudo escuro na pista), lembro também dos malabares com fogo, as gelatinas alcoólicas, o café da manhã já no final da festa e o aglomero na escada externa para subir na pista Techno.

O café era show. Uma confusão onde não havia confusão.
Abaixo uma galeria para relembrar com carinho os momentos da casa que nunca se apagou da memória dos jaraguaenses.

 

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Especial Cæsar’s e Notre.