Por: Isah Sanson | 7 anos atrás

Doug Dietz trabalhava desenhando equipamentos médicos para a GE e passou grande parte da vida criando máquinas de tirar radiografia.

Em determinado momento na vida ele passou por um choque de realidade.

Doug estava em um hospital, observando uma de suas máquinas de radiografia sendo usadas, quando viu uma garota aterrorizada pela máquina que ele tinha criado. A garota chorava e se recusava a entrar na máquina para fazer o exame. Os pais da garota olhavam um para o outro, desesperançados.

Investigando um pouco mais com os funcionários do hospital, Doug descobriu que 80% das crianças precisavam ser sedadas para entrar na máquina.

A descoberta foi triste para ele.

Antes desse dia, ele tinha orgulho da máquina que havia criado; afinal, ele estava salvando vidas com aquela máquina. Mas quando ele viu o medo que ela causava nas crianças, decidiu que algo deveria ser feito a respeito.

Depois de um tempo imerso em escritórios de Design e aprendendo um pouco sobre suas metodologias e resultados, Doug decidiu redesenhar as tais máquinas de radiografia que havia criado.

Esse foi o resultado do redesign:

Mas ele não parou na maquiagem.

Doug transformou o exame em uma “aventura” para as crianças.

Além de redesenhar a máquina, ele contratou pedagogos para treinarem as enfermeiras que conduziam os exames.
Agora, quando as crianças vão ao hospital para fazer uma radiografia, elas têm uma experiência diferente. As enfermeiras falam com as crianças sobre o barulho que o navio pirata faz. Depois elas pedem às crianças que entrem no barco, mas avisam que elas precisam ficar bem paradas lá dentro – para que os piratas não as vejam e não queiram tirá-las de lá.

Os resultados dessa mudança foram enormes. Ao invés de 80% das crianças, apenas 10% ainda precisavam ser sedadas para fazer o exame.

A GE e o hospital também ficaram felizes, porque eles não precisavam de anestesiologistas disponíveis o tempo todo e conseguiam fazer exames com mais crianças no mesmo período de tempo.

Em um outro dia, Doug estava na sala de espera do hospital, com a mãe de uma criança que estava fazendo o exame. Quando a criança saiu do consultório, ela perguntou, sorrindo: “mamãe, mamãe, nós podemos voltar amanhã?”.

Via UpdateOrDie.

Após o Jump tem uma entrevista com Doug.

Genial.