Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

“Endereço onde criaturas peludas e de hábitos noturnos podem ser vistas com frequência”,  tai a piada pronta pra Epitácio, mas não é pra menos… Olhem a quantas anda a população de capivaras aqui no Centro:

Capivaras no Centro de Jaraguá do SulEssa foto foi tirada no terreno baldio defronte o ginásio Arthur Müller – créditos a Ana, amiga da mãe do Marcelo Wagner, heua -, e me deixou abobado com o número da população de roedores (na foto conta-se 23).

Vieram outros dois cliques junto ao email, esse é um deles:

Capivaras no Centro de Jaraguá do SulA bichonas estão bem gordenhas, e a julgar pelo número de filhotes, aproveitando bem o momento.

Cenário bonito à parte, me pergunto: como essa história pode acabar? Sei que há outras no Parque Malwee também, e que obviamente não há um predador natural pra dar conta da, er, “demanda”.  Uma busca rasa online mostra alguns links meio histéricos, citando carrapatos, destruição de vegetação e ameaça à saúde humana. Tá bom Cláudia.

Antes de propagar qualquer colocação dessa resolvi ligar pra Prefa, onde me encaminharam pro sêo Ulisses, o biólogo responsável. Perguntei então dos bichos e se algo está sendo feito para controle, eis o resumo:
– Jaraguá tem entre 3 e 4 bandos de capivaras conhecidos. Eles habitam a margem do rio desde Nereu até a saída da cidade;
– Há sim um acompanhamento do crescimento deles;
– Cada bando tem de 15 a 25 integrantes;
– Superpopulação? Não rola. A população de capivaras tem autocontrole, desde que o macho dominante não seja afetado. Territorial, ele impede os machos mais novos procriarem, restringindo assim o número de animais do bando. Caso o macho dominante seja abatido por caçadores ou afastado do bando a situação perde a estabilidade.
– Problemas relatados com capivaras até então: alguns canteiros pisoteados e alarmes por sensor de movimento sendo ativados, nada que tenha gravidade.

Caso surja alguma situação, anotem, o telefone para contato é o 156 (Disque-Capivara?). Pra fechar o assunto, vale lembrar a perspectiva:

Urso

 

Né.


E falando no rio e as belezas naturais de suas margens, que tal voltar a sonhar com aqueles projetos que a Ruth Borgmann havia proposto algum tempinho atrás? Dava pra incluir um parque pras capivaras terem seu canto…