Por: Tita Pretti | 3 anos atrás

Entre os 47 nomes que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal na operação Lava Jato (que investiga irregularidades na Petrobras), há apenas um catarinense.

Trata-se do ex-deputado federal João Pizzolatti (PP), que ocupou o cargo político até o final de janeiro deste ano. O blumenauense é alvo de cinco dos 21 inquéritos abertos que investigam políticos envolvidos em esquemas de corrupção na estatal.

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O blumenauense João Pizzolatti (PP) é alvo de cinco dos 21 inquéritos abertos da Lava Jato

O político seria um dos principais beneficiários e intermediário direto de propinas pagas por empresas que mantinham negócios com a Petrobras para deputados do PP, segundo o Ministério Público Federal.

As denúncias têm como base as delações premiadas feitas pelo doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Ambos apontam que Pizzolatti “compunha o grupo de parlamentares do PP que, de maneira estável e permanente, atuava visando a manutenção e operacionalização do esquema”, nas palavras do procurador-geral Rodrigo Janot.

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O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa

Youssef afirmou que, além de João Pizzolatti, outros três parlamentares mantinham o esquema: Mario Negromonte, Nelson Meurer e Pedro Correa. Segundo o doleiro, esses quatro parlamentares receberiam de R$ 250 mil a R$ 500 mil por mês e intermediavam a divisão do resto – de R$ 1,2 milhão a R$ 1,5 milhão – com os demais deputados do partido.

Os recursos teriam origem nas propinas cobradas pelo ex-diretor da Petrobras às empresas que mantinham negócios com a estatal.

Dois inquéritos tratam da participação do pepista em pagamento de propina por empreiteiras: Andrade Gutierrez e Mendes Junior.

Outro envolve um suposto pagamento de propina (US$ 5 milhões anuais) pela empresa Brasken para obter melhores preços para os derivados de petróleo que compra da Petrobras.

Também são investigados desvios de recursos do caixa da Petrobras, utilizados nas campanhas eleitorais de pepistas, incluindo Pizzolatti, segundo o próprio doleiro. O ex-diretor da Petrobras admitiu em sua delação que a expressão “Piz 5,5” encontrada em uma de suas agendas se refere ao ex-parlamentar catarinense e uma suposta propina de R$ 5,5 milhões. Também admitiu que outros R$ 560 mil teriam sido repassados a um advogado do blumenauense para “resolução de algum problema na área eleitoral”.

Neste sábado, 7 de março, Pizzolatti se manifestou através de seu assessor por meio de nota enviada à imprensa:

“O ex-deputado Federal João Alberto Pizzolatti Júnior, vem a público informar que, ele e seus advogados ainda não tiveram acesso a qualquer elemento de nenhum procedimentos investigatórios que tramitam no Supremo Tribunal Federal, que foram noticiados na data de ontem pela Assessoria de Imprensa do próprio STF.

Assim, qualquer manifestação sobre o tema, neste momento, é precipitada, inconsistente e ficria no campo das suposições.

Tão logo tenha acesso aos autos, o que só deve ocorrer ao longo da próxima semana, o ex-parlamentar se manifestará de modo transparente, como sempre fez ao longo de toda a sua vida pública, na qual, cita-se por relevante, nunca respondeu a nenhuma ação de natureza criminal.

Ficando a disposição para esclarecimentos após acesso ao conteúdo das supostas denuncias”.

Fonte.