Por: Sistema Por Acaso | 1 ano atrás

No dia 26 de junho o atrito no relacionamento de um casal jaraguaense extrapolou as fronteiras da cidade e tornou-se assunto nacional.

Dada a situação como os fatos tornaram-se públicos, o lado zoeiro das redes sociais vibrou com o problema dos personagens. Ignorado novamente o fato que a invasão de privacidade hoje é um grande – senão grave – problema, Jair Stenger foi o nome da vez, sob os holofotes do personagem infiel desmascarado de forma incontestável.

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A voz do “réu” nessas situações dificilmente ganha volume, e quando a situação desfralda-se, geralmente terminamos por testemunhar outro engano – este, dificilmente propagado com a mesma intensidade.

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Dado então que Jair também tinha algo a falar, o convidamos a chegar aqui no QG para conversar sobre o ocorrido. A todos que tiveram contato com o grande fuzuê virtual da semana, fica agora apresentado o outro lado da história – e o que o protagonista está achando de tudo isso.

ENTREVISTANDO JAIR

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Jair Stengen, o merchandising e a jornalista. Foto: Max Pires

Por Acaso: O que aconteceu? Muitos falaram que vocês estavam namorando, mas depois a Camila acabou postando que vocês já tinham terminado.
Jair: A gente tinha terminado faz uns dois meses, e eu não estava mais saindo, estava na minha, mais em casa. Naquele dia um colega meu me convidou pra dar uma saída, eu não queria muito, tanto é que foi meio em cima da hora que resolvemos sair. A gente foi pra The Way, encontramos uns amigos lá.

Depois eles começaram a tirar foto, me chamaram pra tirar junto com eles, eu não quis tirar. Eu pensei “Vou ficar mais na minha, pra não dar falatório”, mas sem querer ainda me pegou, acho que foi em umas duas ou três fotos que apareci no fundo. Aí começou, quando caiu isso aí e ela viu e já comentou.

Ai a galera já começou a pensar que a gente estava namorando, porque do jeito que ela comentou o pessoal pensou isso. Ai começou xingamento, a maioria do pessoal começou a xingar um monte. Tanto é que eu estava trabalhando e quando eu cheguei em casa umas 5 e pouco, fui olhar meu WhatsApp, tinha mais de 4 mil pessoas falando comigo. Ai eu pensei “O que que deu?”, então fui ver o Facebook e vi o que tinha acontecido. Foi tão rápido, tinha gente do Rio de Janeiro, São Paulo, Cuiabá, um monte de gente vindo falar comigo. Foi um negócio muito louco, muito rápido.

Você chegou a ir falar com a Camila?
Sim, a gente chegou a conversar. Naquele momento a gente não estava conversando, ela estava braba e eu não quis muito tocar no assunto pra não dar mais discussão. Agora a gente conversa, normal.

Por que vocês tem um filho, né?
Sim, a gente tem um filho.

Como que foi a sensação da história ter repercutido tanto?
Na hora eu fiquei muito assustado. No começo tinha muita gente falando mal, esculachando, porque ninguém sabia dessa história, só pensavam que a gente estava namorando. Porque não havia sido falado tudo certo. Mal caiu, a galera começou a falar sem saber. Tanto é que depois foi passando o tempo, e ela mesmo já colocou que a gente não estava namorando. Quem me conhecia sabia que a gente não estava junto, e foram dando uma força, porque sabiam que não era verdade.

E você tomou alguma providência no começo?
Na verdade não tinha muito o que eu fazer, o Brasil todo já estava falando disso aí.

E como teus pais reagiram?
No começo eles ficaram bem preocupados, porque primeiro eles não sabiam. Eu fui lá e contei. Eles não estavam entendendo direito, aí eu comecei a explicar e falei que agora não tem o que fazer, é levar na brincadeira.

Fama imprevista, dias complicados. Foto: Max Pires

Fama imprevista, dias loucos. Foto: Max Pires

Nós tivemos o exemplo do Marco Veio aqui na região, que ele chegou a fazer propaganda depois. Chegou a pintar alguma proposta?
Chegaram algumas, mas eu estou primeiro analisando pra ver certo.

Houve alguma violência, ameaça ou exagero por parte de outras pessoas?
Não, isso aí não, só o pessoal falando. Mas teve mais xingamento do pessoal de fora que não conhecia. Na academia, quando eu vou, todo mundo vem brincar que estou famoso, que sou um mito. Talvez se a Tocha Olímpica viesse agora eu pudesse carregar (fala em tom de brincadeira).

Você acha que esse acontecimento vai afetar sua vida, seja profissional ou social de alguma maneira?
Eu acho que não. Agora é só continuar levando na brincadeira. Por mim está tudo tranquilo agora, só no começo que falaram sem saber.


Entrevista: Gabrielle Dias Figueiredo
Edição: Ricardo Daniel Treis