Por: Anderson Kreutzfeldt | 03/07/2014
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A partir da direita: Marcio da Silveira, Nivaldo Assis Pagliari (diretor Administrativo do BRDE), Renato Vianna(diretor Financeiro do BRDE), Lindamir Verbiski (chefe do Escritório do BRDE no Rio de Janeiro), Neuto de Conto (vice-presidente do BRDE), Jorge Gomes Rosa Filho (presidente do BRDE) e Luciano Coutinho (presidente do BNDES) | Crédito da foto: Afonso Liks/Assessoria de Comunicação BRDE

A Prefeitura Municipal de Jaraguá do Sul acabou de nos encaminhar o release via e-mail. Confira:

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) estão estudando medidas de recuperação da atividade econômica de empreendimentos em municípios atingidos pelas cheias nos três estados da Região Sul, visando definir uma forma de enquadramento de empresas localizadas em municípios sob calamidade pública e também em situação de emergência decretadas pelas prefeituras e governos estaduais. A informação é do diretor de Desenvolvimento Econômico, do Instituto Jourdan, Marcio da Silveira, que participou da reunião conjunta das diretorias das duas instituições financeiras, realizada na última segunda-feira (30), na cidade do Rio de Janeiro. A reunião teve como objetivo fazer uma ação conjunta para socorrer os municípios atingidos pelas chuvas.

De acordo com o presidente do Instituto Jourdan, Benyamin Parham Fard, o espaço para apresentar o relatório de impacto dos eventos climáticos no setor economico foi articulado pelo senador Luis Henrique da Silveira, em atendimento a uma solicitação do presidente da Fampesc (Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina), Diogo Otero.”Nosso objetivo foi o de solicitar o enquadramento das cidades que decretaram estado de emergência no Programa Emergencial de Recuperação de Municípios Afetados por Desastres Naturais (PER), já que o programa só atende a municípios em estado de calamidade”, argumenta Fard.

Como Jaraguá do Sul nao foi classificada como em estado de calamidade pública e sim em emergência, coube a mim apresentar o relatório e explicar a importância social e econômica para o atendimento imediato das empresas”, explica Marcio da Silveira. Ele destaca que seus argumentos tiveram o apoio do vice-presidente do BRDE, Neuto de Conto, além dos diretores Financeiro e Administrativo da instituição, Renato Vianna e Nivaldo Pagliari, respectivamente.

Silveira informa que o pedido do BRDE é para que seja usado o BNDES PER para empresas, indepedendo do porte. Também foi solicitada a inclusão das empresas com faturamento anual superior a R$ 90 milhões como beneficiárias do PER, desde que instaladas nos municípios que tiverem estado de calamidade pública reconhecido pelos seus poderes executivos, independentemente do setor de atividade. Solicitou-se, ainda, socorro a estas empresas, além da elevação do teto de financiamento por cliente para R$ 2 milhões, incluindo investimento de giro. “Já para atender empresas de médio e grande porte, a opção sugerida é a Linha de Refinanciamento de Operações Ativas dos Agentes Financeiros (Refin), independentemente do porte do empreendimento”, complementa.

Segundo Marcio Silveira, os representantes de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná foram recebidos pelo presidente do BNDES, Luciano Coutinho, quem foi informado pelo presidente do BRDE, Jorge Gomes Rosa Filho, que as cheias haviam afetado gravemente, até aquele momento, 140 municípios no Paraná, 69 em Santa Catarina e 32 no Rio Grande do Sul.

RELATÓRIO – Silveira informa que o relatório apresentado ao BNDES pela representação catarinense foi construído a partir de pesquisa realizada nas empresas atingidas. Equipes do Instituto Jourdan, do Sebrae de Santa Catarina e da CDL visitaram cada uma das empresas atingidas e coletaram imagens, relatos e preencheram um documento de pesquisa. A coleta ainda contou com o apoio da Apevi (Associação das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedor Individual do Vale do Itapocu) e da Acijs (Associação Comercial e Industrial de Jaraguá do Sul), que buscaram nos seus associados informações de quem havia sido atingido. “Além de informações de como aconteceu o evento climático, o relatório aponta como foi coletado os dados e o resultado da tabulação dos mesmos”, explica o diretor de Desenvolvimento Econômico. Ele acrescenta que foram entrevistas 229 empresas, as quais apontaram um prejuízo na ordem de R$ 28,7 milhões. Do total de empresas entrevistadas, 88% pertencem ao setor do comercio/serviço e tiveram 72% das perdas. Os outros 28% de perdas são decorrentes da indústria. O relatório completo está disponível para consulta no site da Prefeitura de Jaraguá do Sul, no campo Downloads.

Fontes: Benyamin Parham Fard – presidente do Instituto Jourdan (47 – 3374-2772 ou 9125-7475) e Marcio da Silveira – diretor de Desenvolvimento Econômico/Instituto Jourdan (47 – 3374-2774)