Por: Sistema Por Acaso | 4 anos atrás
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Empatia pode ser o caminho para uma sociedade mais justa (FOTO: Tania Cataldo/Flickr/Creative Commons)

Você se identifica com outras pessoas e os sentimentos delas? Se a resposta foi positiva, está no caminho certo. Pelo menos é o que defende Anita Nowak, professora na Universidade McGill. Para ela, se quiser sobreviver como espécie, a sociedade precisa se submeter a uma revolução de empática.

Especialista neste tipo de sentimento, Anita diz existir um espectro de empatia, com pena de um lado, a própria empatia de outro, além de compaixão e simpatia em algum lugar no meio dos dois. Ela defendeu as ideias na conferência PINC, nos Países Baixos.

Segundo a acadêmica, com empatia, reconhecemos que todos compartilhamos uma humanidade comum e que somos dignos. E vai mais longe: o sentimento seria a única emoção que expressa a igualdade entre os seres humanos.

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De acordo com a Wired, Anita questiona o que aconteceria se tivéssemos pensamentos mais empáticos em relação às outras pessoas. Ela acredita que devemos nos engajar com empatia “não de espectadores, mas como participantes plenamente envolvidos” em tudo que acontece no mundo.

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“Estamos diante de um conjunto de crises sociais e ambientais sem precedentes. Estamos cercados por problemas”, afirma. Apesar de um crescente número de bilionários no mundo, diz a professora, uma em cada seis pessoas passa fome.

“Engajar-se em uma ação empática tem implicações positivas para o eu e a sociedade”, diz Nowak. “Estar a serviço dos outros acende as mesmas áreas de recompensa do cérebro que a cocaína, a heroína e o sexo.” A professora ainda conclui: diante das injustiças sociais e ambientais, nossa tarefa é criar um mundo que de “eus empáticos”.

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