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Um barulho de porta sendo quebrada, por volta das 21h15 de terça-feira, assustou Onório Sardanha, 60 anos, dono de um pesque-pague no bairro Guamiranga, em Guaramirim. Ele já estava deitado, a mulher assistia à televisão na sala e o filho conversava com mais quatro amigos no galpão ao lado de casa. Onório levantou e foi em direção à sala. No corredor escuro, o dono foi abordado por um homem encapuzado, que apontou uma arma e anunciou o assalto.

A partir daí, começaram as horas de terror dentro de casa. Segundo Onório, os cinco homens chegaram em um carro Honda Civic prata e carregavam espingarda calibre 12, pistolas e revólveres. “Só percebi que o grupo chegou quando já estava dentro de casa. Nem os cachorros latiram”, conta o empresário, que administra de 16 açudes de pesque-pague.

Depois que foram rendidos, os homens foram algemados e presos com lençois. A mulher de Onório, Eurides, 63 anos, sofre de pressão alta e passou. Os bandidos decidiram não amarrá-la. Um deles ficou cuidando dos reféns enquanto os outros invadiram os quatro quartos em busca de dinheiro. “Eles diziam que tinham informações sobre dinheiro na casa e queriam saber onde estava”, diz Onório.

O terror durou quase uma hora e, além de revirar os quartos, os bandidos ameaçaram os reféns. “Colocaram a arma dentro da boca de um amigo do meu filho quando ele disse que não tinha celular. Não tive medo, mas foi perturbador”, diz o empresário.

O filho do casal, Luiz César, 28 anos, teve a mão cortada porque pediu para afrouxarem a algema. “Eles disseram que iam cortar o braço dele ou o dedo. Mas fizeram um corte pequeno. Acho que só para assustar”, contou Onório.

Os ladrões levaram cerca de R$ 1,5 mil em dinheiro, celulares, CD players de dois carros e uma caminhonete Hilux, cor prata.

Para evitar que a família entrasse em contato com a polícia, os assaltantes esconderam o telefone da casa e um celular. Os reféns conseguiram se soltar, pularam a janela e foram à procura dos aparelhos para pedir socorro.

“Eles mandaram não comunicar ninguém por duas horas, mas assim que achamos os telefones ligamos para a polícia”, conta Onório. A Polícia Militar recebeu o chamado às 21h56, fizeram rondas mas não encontraram suspeitos. Até o fechamento dessa edição, a Polícia Civil investigava o caso, mas ninguém tinha sido preso.