Por: Anderson Kreutzfeldt | 4 anos atrás
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“Acabo de escapar de um assalto, no Centro de Florianópolis. E só escapei porque resolvi dizer que era professor! Abri minha carteira e só tinha R$ 6. Quando mostrei o dinheiro ele me perguntou o que eu fazia da vida. Eu falei, ele fechou a jaqueta, guardou a arma e saiu andando. Disse que se eu gritasse iria me meter uma bala. Mas que era melhor eu não gritar, porque ele não gostaria de matar nenhum pobre, virou a esquina e sumiu.” – assinou o professor  em seu post no Facebook.

Ele ainda estava bastante abalado com o que tinha acontecido (e com toda a razão). Passou as informações sobre o assaltante para a polícia pelo fone 190 e foi para casa. “Em pleno Centro da cidade, cheio de câmeras, de gente… O cara não teve o menor pudor em sacar uma arma e mirar no meu peito! Estou chocado!”, escreveu no post. Realmente, andar à noite pelas ruas do Centro _ e de vários bairros, de várias cidades _ é uma temeridade. Mesmo neste horário (perto das 10 da noite, quando muita gente está saindo da aula), os ladrões atacam sem nenhuma cerimônia.

Mas o que me deixou chocada, mesmo, foi o assaltante desistir de seu intento quando soube que a vítima era professor, e o mandou embora quietinho porque não queria “matar um pobre”. O ladrão desdenhou dos R$ 6 reais que a vítima tinha, porque, com certeza, trocadinhos não lhe fazem falta. Ou achou que o cara estava numa “pindaíba” ainda maior e foi generoso. Sabe-se lá o que ele pensou, mas o meu conhecido com certeza nunca gostou tanto de ser pobre e de ter tão pouco dinheiro na carteira.

Fonte: Revista Donna