Por: Ariston Sal Junior | 4 anos atrás

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Um relatório recente da International Trade Union Confederation constata que 1200 imigrantes, maioria da Índia e do Nepal, morreram enquanto trabalhavam n construção dos estádios e em obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo 2022, no Catar.

E o fato piora, pois estimativa da entidade é que, no total, 4 mil operários morram até o começo dos jogos, em 2022.

Em janeiro, as estimativas apontavam para 382 mortes nos últimos dois anos. O número aumentou com os dados das embaixadas: a embaixada do Nepal no Catar reportou, em fevereiro, 400 mortes desde 2010. Já a embaixada indiana constatou 500 mortes desde 2012.

No país, a maioria da mão-de-obra barata é formada por imigrantes do Nepal, Índia e Paquistão.

Os operários são expostos a longas jornadas – muitas acima de 12 horas – e lidam com um ambiente de trabalho pouco seguro e carente de infraestrutura adequada.

Há relatos de condições análogas à escravidão nas obras da Copa. Passaportes são confiscados e os salários são retidos pelos chefes durante meses. Tudo isso com um calor de 50 graus Celsius sobre a cabeça. Muitos se machucam seriamente ou morrem após caírem de grandes alturas. Outros se suicidaram. E isso é só o começo.

O Catar, também referido comumente como Qatar, é um país árabe, conhecido oficialmente como um emirado do Oriente Médio.

Fonte: Exame