Por: Isah Sanson | 6 anos atrás

Sempre rola aquela desculpa esfarrapada para não fazer uma boa ação: falta de tempo para visitar uma instituição ou colaborar em um evento, falta de grana para adotar uma cartinha endereçada ao Papai Noel, medo de agulha… Opa! Essa última não cola, hein?

Dezembro é um dos meses onde mais ocorrem acidentes de trânsito. Os hospitais não tiram férias (as doenças também não), e as transfusões de sangue precisam manter o mesmo ritmo para que continuem salvando diversas vidas, que em algum momento pode vir a ser a sua ou a de algum ente querido.
O problema é que nessa época do ano as doações de sangue diminuem. São menos pessoas na cidade, e as que ficam, geralmente estão naquela correria de fim de ano e acabam nem pensando em doar sangue.

Não estou rogando praga, não! É que acontece, infelizmente. Recentemente, meu pai (que eu nunca havia visto adoecer) ficou internado e precisou de diversas bolsas de sangue para se recuperar. Foi aí que eu resolvi virar doadora espontânea (é assim que se chamam as pessoas que doam sangue regularmente, de 3 a 4 vezes ao ano). 

Ah, é verdade… Existe o medo de agulha.
Existe, e toda vez que vou doar sangue, sinto de novo o friozinho na barriga quando a vejo. O bom é que ele passa rapidinho, assim que eles aplicam ela. Não leva nem um minuto e o procedimento todo não leva mais de 40 minutos. Também não dá pra usar a desculpa da falta de tempo, viu?
A doação é rápida e não dói. Inclusive, se tem uma coisa que eu não entendo é gente que tem tatuagem e diz que tem medo de doar sangue. Tenho tatuagens e já doei sangue diversas vezes, e posso afirmar com autoridade: não dá nem para comparar. Tatuagem é uma dorzinha chata e irritante, que fica te martelando por, no mínimo, uma hora. Na doação, a única dorzinha que você pode sentir é na hora de furar a veia – que é a parte mais rápida do processo. Isso sem falar na sensação gostosa de ter feito uma boa ação.

Na doação, são retirados aproximadamente 450 ml de sangue (nem 10% do volume em circulação no corpo), a coleta é feita por pessoal capacitado e sob supervisão de um médico ou enfermeiro, e além disso, a quantidade doada é reposta rapidamente pelo seu organismo. Não faz falta, e ainda vai ajudar a salvar uma vida que precisa muito desse líquido precioso. 

Segue a deixa do site do Hemosc: “Se cada pessoa saudável doasse sangue espontaneamente pelo menos duas vezes ao ano, os Hemocentros teriam Hemocomponentes suficiente para atender toda população. O sangue não tem substituto. Por isso a doação espontânea e periódica é fundamental. Uma única doação de sangue pode salvar várias vidas.”

E para quem acha que doar sangue é só para maiores de idade, olha a curiosidade: pessoas com idade de 16 e 17 anos de idade, são aceitos para doação mediante a presença e autorização formal dos pais e/ou responsável legal. Na verdade, as restrições para doação de sangue são mínimas: estar saudável, não ingerir bebida alcoolica nas 12 horas que antecedem a doação, apresentar documento de identidade com foto e pesar pelo menos 50kg. Quem fez tattoo ou colocou um piercing recentemente deve aguardar de 6 meses até um ano para doação.

E aí, que tal fazer a boa ação deste Natal e garantir um tijolinho a mais no céu? A retirada do sangue é feita no Hospital São José, no centro da cidade. 

Para doar sangue, basta ligar no Hemosc e agendar o melhor dia/horário para você. O telefone do Hemosc de Jaraguá do Sul é o (47) 3055 0454.