Por: Sistema Por Acaso | 27/04/2012

Gravado em míseros quatro canais, assim como o Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, dos Beatles e lançado no mesmo ano, o álbum de estréia do grupo californiano The Doors foi diferente de tudo que já se tinha ouvido no rock. E muito bom.

As gravações do grande clássico do grupo ocorreram em agosto de 1966 e foi lançado na primeira semana de 1967, o álbum foi batizado com o mesmo nome do grupo, “The Doors” e a foto de capa soturna destacava o vocalista Jim Morrison com o restante da banda em segundo grupo. Um pecado, já que foi a unidade do quarteto complementado por Ray Manzarek (teclados); Robbie Krieger (guitarra) e John Desmore (bateria) que dava o som característico e único do The Doors.

Utilizando elementos do blues, jazz e até flamenco e “bossa-nova”, o primeiro disco do The Doors é tão pungente e possui tanta qualidade em suas canções, que pode soar como uma coletânea dos maiores sucessos da banda, aos mais desavisados. Ali estão contidos clássicos como Break on Through (To the Other Side), Light My Fire, Back Door Man, Crystal Ship e a épica The End, só para ficarmos nas mais óbvias.

O disco que foi gravado em poucos dias, com muitas músicas sendo registradas para a posteridade em um único take, The Doors, o disco, teve como primeiro single o clássico Morrisiano Break On Throuh e sua batida “bossa nova” acelerada. Foi idéia do batera, Desmore dar esse molho latino a canção de Morrison que exultava romper para o outro lado. Para a promoção do singe, ele mesmo e Manzarek, amigos do curso de cinema que faziam na Universidade da Califórnia (UCLA), dirigiram o filme, um dos precursores dos videoclipes.

Mas foi uma canção composta por Krieger e depois elaborada em inúmeros ensaios e shows antes do registro definitivo no álbum, que se tornou a canção do verão de 67. Light My Fire incendiou o mundo e colocou o The Doors, ao lado dos Grateful Dead e os Jefferson Airplane, como ícones da contracultura da América.

Seja por suas performances bombásticas, pela interpretação passional nas canções ou pela curta e profícua carreira do grupo, esse cartão de apresentação da banda, o primeiro disco é ítem necessário na coleção de qualquer aspirante a roqueiro.

 

Salve galera do Por Acaso. Eu sou o Sal e vou estar regularmente por essas plagas para falar invariavelmente sobre música, mas especificamente uma dica de um álbum que não pode faltar na coleção dos amantes da Quarta Arte. O foco será roquenrou, mas pode vir na sequência um álbum de blues, jazz ou MPB. O negócio é ser legal, ter feito história… Espero que vocês gostem dessas dicas, que nada mais serão que um resgate de um tesouro enorme já lançado nesse mundo! É isso aí galera. Salve Por Acaso, Salve a boa música… “Toda tribo ateia Som!”

Por ‘Sal Ariston Junior