Por: Ricardo Daniel Treis | 6 anos atrás

Peço licença ao Dr. Darwinn pra copiar-colar aqui o texto que ele publicou recentemente em seu blog. Tá bom demais pra um debate, segue aos leitores:


DILEMAS TOSTINES DA VIDA REAL

Aqueles que hoje tem seus trinta e poucos anos, podem lembrar da campanha publicitária dos biscoitos Tostines, que fez muito sucesso na década de 1980.

O mote da campanha era o dilema desafiador: “Tostines vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais?”

A partir disso, diversas dúvidas do cotidiano passaram a ser ludicamente apelidadas de “Dilemas Tostines”. Eu faço parte dessa geração e, portanto, até hoje brinco com esses problemas que propõem soluções contraditórias.

As reflexões multiplicam-se indefinidamente, seja na vida privada, como por exemplo: aquela mulher trata mal o marido porque ele bebe, ou o marido bebe porque é tratado mal pela mulher? O cidadão trabalha para viver ou vive para trabalhar? O jovem usa drogas porque não tem oportunidades, ou não tem oportunidades porque é usuário de drogas?

O dilema pode surgir também na vida social, como a pergunta de que o jaraguaense lava o telhado de casa no final de semana porque não tem opções de lazer, ou não existem opções de lazer, porque o jaraguaense costuma lavar o telhado da casa no final de semana?

No setor público o dilema também se manifesta, como por exemplo: o transporte público de Jaraguá do Sul não tem qualidade porque grande parte das pessoas prefere usar seus carros, ou as pessoas preferem usar seus carros, porque não há transporte público de qualidade?

Na filosofia, lembro-me do dilema sustentado por Frei Beto no livro Diálogos Criativos, onde ele questiona: “Serão as catedrais, shopping centers da fé, ou os shopping centers, catedrais do consumo?”

E você, caro leitor, qual o seu dilema?