Por: Gabriela Bubniak | 4 semanas atrás

A nossa bela Jaraguá do Sul virou assunto nacional nos últimos dias. Por que? Simplesmente porque a “internet” descobriu que foi instituído o Dia da Banana por aqui. Muita gente levou na brincadeira, mas o fato é que o tema virou polêmica e nós fizemos questão de ir atrás dessa história, e entender tim-tim por tim-tim.

Para quem pegou o bonde andando, a gente explica: há duas semanas, o prefeito sancionou o “Dia da Banana” em Jaraguá. E isso foi um prato cheio para os zoeirinhos de plantão no Facebook e grupos de WhatsApp.

E não é que foi parar até em uma das páginas de humor mais conhecidas na internet? “O Brasil Que Deu Certo” compartilhou a imagem da sanção do projeto de lei e causou o maior reboliço entre os curtidores.

Agora, todos os anos, no dia 21 de agosto, será celebrado o dia da fruta. Por mais engraçado que pareça ser, a história da banana é coisa séria, afinal a produção aqui é grande. Mas aí você pode estar se perguntando: “Isso não é coisa de Corupá?”.

Também! Na verdade essa lei faz parte de um projeto que reúne cidades da região para celebrar este dia e concretizar a importância da amarelinha. Ao criar esta data em comum – entre os municípios – o incentivo ao trabalhadores rurais da região tende se tornar ainda maior, visando fomentar o setor e criar empregos.

Esse projeto entre municípios começou em 2016, quando a banana produzida na região de Corupá foi reconhecida como a mais do doce do Brasil. Por isso Schroeder, Jaraguá do Sul e São Bento do Sul também fazem parte desse projeto. Em 2015, essa região teve 8.885 hectares de produção, 249 mil toneladas de banana comercializada, nove mil toneladas exportadas, gerando R$50 milhões.

Ou seja, a banana é muito importante aqui pra gente, viu?

E essa coisa toda de lei tem a ver com uma tal de Indicação Geográfica (IG), quando um produto é identificado como originário de uma região ou quando uma qualidade ou característica do produto seja essencialmente atribuída à sua origem geográfica.

Resumindo, é uma indicação que demonstra que um produto é patrimônio regional, onde normas e regras específicas já estão organizadas para preservar esta identidade. Legal, né? 😀

Este conceito é muito antigo, sendo necessário para proteção do patrimônio cultural ao longo do tempo. Quer um exemplo? Uma das mais antigas indicações é a do Vinho do Porto, em Portugal.

O trabalho em busca do selo da IG começou há mais de dez anos anos pela Associação dos Bananicultores de Corupá (Asbanco). Foi feito um dossiê técnico de 703 páginas, que comprova que a banana produzida aqui possui características específicas que a deixam mais doce. Agora, a IG já está registrada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

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Por isso, algumas pessoas levaram a brincadeira a sério e não gostaram muito da “zoeira”. Na sessão ordinária da última terça-feira (20), o vereador Marcelindo Carlos Gruner, idealizador do projeto de lei, rebateu as brincadeiras das redes sociais.

Em nota enviada pela assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, ele comentou:

“quem fez piada não sabe o que é plantar um pé de banana. Só sabe comer, mas no dia que faltar vai procurar saber como se planta”.

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