Por: Ariston Sal Junior | 4 anos atrás
Imagem/Arquivo ND

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Na manhã desta segunda-feira (9), Defesa Civil de Joinville interditou parcialmente terrenos e áreas de deslizamentos nos bairros Centro, Vila Nova, Jardim Sophia, Morro do Meio e Loteamento Jativoca. Durante o período foram realizadas 16 vistorias.

O advogado Fernando Arnoldo da Luz, morador há 35 anos da Rua Ministro Calógeras, acordou, no sábado (7), com a churrasqueira e a área de lazer da residência desmoronando. A parte da casa cedeu junto ao terreno que estava sendo escavado por uma empreiteira. A Defesa Civil interditou parcialmente o imóvel.

Como medida preventiva, a Rua Minas Gerais, no Loteamento Jativoca, foi interditada no trecho sobre a ponte do rio Águas Vermelhas, no bairro Morro do Meio – ligação com o bairro Nova Brasília.

A orientação do Instituto de Trânsito e Transportes (Ittran) é para que os moradores utilizem o desvio pela Estrada Barbante e pelo binário do Vila Nova para chegarem ao Centro. O trânsito também foi interditado na Rua Jativoca, próximo à escola Júlio Machado da Luz. Os trechos devem ser liberados em dois dias.

Após quatro dias seguidos de chuva, a Defesa Civil de Joinville atendeu 40 ocorrências e registrou 24 deslizamentos no município. A Defesa Civil estima 3.270 pessoas afetadas pelas chuvas. Duas famílias (sete pessoas) permanecem desabrigadas.

Elas estão alojadas na Escola Rubens Roberto Schmidlin, no Morro do Meio. Um abrigo também está montado na igreja Nossa Senhora Aparecida, no Jativoca, mas até o momento nenhuma família foi levada para o local.

Houve ainda seis quedas de muros, duas quedas de árvores e oito registros de atendimentos gerais. Os atingidos pelas cheias estão em casa de familiares. A Defesa Civil continua fazendo o monitoramento das áreas de risco.

Volume de chuvas

A chuva ininterrupta dos dias 5 ao dia 9 de junho acumulou 281 mm de precipitação. Segundo a Defesa Civil, é o equivalente esperado para chover em dois meses, considerando a média de 150 mm do mês de junho. A chuva de intensidade fraca a moderada manteve-se constante por mais de 80 horas, atingindo principalmente a Zona Oeste, da bacia do rio Águas Vermelhas, e Zona Norte, dos rios do Braço e Cubatão.

As chuvas tiveram pico de 26 mm às 18h00 de sábado (7). O engenheiro civil Marcos Kielwagen explicou que a situação só não foi pior por não coincidir com a influência significativa da maré alta. “A maré está em seu período mais baixo, não promovendo cheias na área central”, afirma.

Previsão

Segundo o controle meteorológico do Centro de Informações de Recursos Ambientais e Hidrometeorologia (Epagri/Ciram) de Santa Catarina, a previsão para o tempo melhora. A nebulosidade deve permanecer nesta segunda-feira (9) e amanhã (10). A previsão é de 5 mm de precipitação. Uma massa de ar frio se aproxima até terça-feira (10) e garante tempo firme para o resto da semana.

Orientações para os moradores das áreas de risco

De acordo com o Manual de Prevenção Contra Desastres da Defesa Civil é importante ficar atento para impedir o contato das crianças com a enxurrada ou com as águas dos córregos, pois elas podem ser levadas pela correnteza ou contrair doenças, como hepatite e leptospirose.

Confira outras dicas:

Raspe toda a lama e o lixo do chão, das paredes, dos móveis e utensílios

Cuidado com aranhas, cobras e ratos, ao movimentar objetos, móveis e utensílios

Nunca beba água de enchente ou inundação

Evite o trânsito em área inundada

Não beba água ou coma alimentos que estavam em contato com as águas da inundação.

No momento de recuo da água e do processo de limpeza deve-se enterrar animais mortos e limpar os escombros e lama deixados pela inundação.

Lave e desinfete os objetos que tiveram contato com as águas da enchente

Retire todo o lixo da casa e do quintal e o coloque para a limpeza pública.