Por: Ricardo Daniel Treis | 5 anos atrás

Reproduzo a mensagem tal qual leitora deixou em nossa caixa no Facebook:


É lamentável o que ocorreu hj de manhã… Estava eu no terminal urbano da distinta cidade de Jaraguá do Sul, sentada do banco, abri minha bolsa contei as moedinhas para o passe (R$2,90), era 7h estava indo trabalhar em Guaramirim, ia pegar o ônibus das 07h05 sentindo Caixa d´agua, ele passaria no centro da cidade onde trabalho. Sentada no banco, comecei a ler meu livro. Quando escutei o barulho do motor roncar, levantei os olhos e vi q meu ônibus estava fechando as portas… Sai correndo balançando os braços e o “respeitável cidadão”, colaborar da empresa Viação Canarinho Ltda, fingiu que não me viu… Alguns passageiros sentados do meu lado, falaram p eu correr até o outro lado do terminal. Levantei apressada e sai em disparada… Chegando lá, abanei compulsivamente pedindo p o “respeitável” colaborador da empresa me esperar… O elemento me olha e balança a cabeça negando q não iria parar e fez um gesto com as mãos que aparentemente dizia “continue sua leitura”… Não consigo entender qual o “tipo” de ensinamento q o respeitável colaborador queria passar p mim. Eu tinha dinheiro p pagar, não ia de graça, juro! Nem ia incomodar ngm… Olhando dentro do veículo havia uma meia dúzia de cidadãos como eu… Que apenas queriam chegar no trabalho sem atraso… Fiquei muito sentida! Triste msm! Quase chorei… Pensei o que eu fiz p esse pobre cidadão… e me perguntei o dia todo. “O que está acontecendo com as pessoas?”. “Qual o ensinamento que esse senhor (eu disse senhor? Sim era um senhor!) queria passar p mim?” Não sei. :/


Isso acontece quando você deixa de ver pessoas ao seu redor… Esse homem só vê passageiros. Os passageiros só vêem um motorista.

Sobra ansiedade, falta cordialidade.

Leitura recomendada: O psicólogo que fingiu ser gari por 8 anos.