Por: João Marcos | 7 anos atrás

A banda existe desde 1995, antes chamada apenas de “CPM”. Já em 1996, lançaram sua primeira demo tape em formato K7 . Em 1998, a banda criou uma caixa postal resultando no número 1022. Ao notarem a coincidência com a sigla (CPM), mudaram o nome da banda para Caixa Postal Mil e Vinte e Dois, e intitularam a segunda demo tape com o novo nome. Gravada em agosto de 1998, a demotape do CPM 22 foi produzida por Kuaker e Mingau no estúdio Wah-Wah, em São Paulo.

 

“Não tínhamos a pretensão de fazer dinheiro com a venda da demo porque queríamos apenas divulgar o som da banda pelos lugares por onde a gente passasse, assim, ela era vendida a apenas R$ 2,00 para cobrir os custos da gravação, fita K7 e encarte”.

Badauí

A cada show eram vendidas cerca de 20 demos, o que contribuiu muito para a banda ganhar algum reconhecimento no underground. Nessa época, disponibilizaram as músicas da demotape na internet no formato mp3, na esperança que seu som chegasse a outros lugares.

Contam com 7 discos em sua discografia e já receberam diversos prêmios, tanto individuais quanto coletivos. VMB, Prêmio Multishow, melhor CD/DVD, melhor clipe do ano, melhor performance ao vivo, diversas “músicas do ano”,são tantos prêmios que poderia ficar por horas e linhas aqui digitando. Tudo isso renderam-lhe grandes frutos inclusive uma turnê internacional pelo Japão em 2006, levando a cena HC brasileira pra fora do país.

Um fato curioso é que além de tocar no Japão, os caras também se apresentaram por países como a Inglaterra, Portugal e Estados Unidos, sendo então que neste último o CPM 22 tornou-se a primeira banda brasileira a tocar no Hard Rock Café de Hollywood.

Atualmente a banda é formada por Badauí (vocal), Japinha (baterista), Luciano (guitarra) e Heitor (baixo). Como é normal nas bandas de rock nacionais, alguns de seus integrantes tem ou tiveram projetos paralelos durante sua carreira. Hoje apenas o vocalista Badauí toca uma banda paralela ao CPM22, o nome da banda é Medellin que toca um som parecido com o Hardcore NY e Metalcore.

Sempre foram conhecidos no cenário Hardcore por um som mais melódico, apesar de rifs pesados na composição das músicas, geralmente as letras falavam sobre amor e outras coisas mais. Hoje, após romperem com a gravadora Arsenal Music com quem estavam desde o início da carreira, gravaram seu último álbum de forma independente e com um estilo totalmente diferente do habitual, um som que mescla ska com HC, além de grande influência em reggae, contando com instrumentos de sopro e teclado. Um exemplo pra quem ainda não ouviu,  é seu último single, Vida ou Morte.

São tantos hits, e tantas músicas que me marcaram que da muita pena postar só uma delas. Caso alguém queira ouvir esse show inteiro – muito recomendado por sinal – é só clicar aqui.