Por: Gabrielle Figueiredo | 3 anos atrás

A dona de casa Elenita Salete Sborz, 58 anos, e o marido José Sborz, 63, têm sempre um sorriso no rosto para receber a agente comunitária de saúde Ana Paula Copês, do posto de saúde da Vila Lalau. Eles sabem da importância do seu trabalho.

A agente os visita mensalmente para saber como está a saúde dos membros da família, se estão realizando os exames periódicos, se estão cuidando da alimentação. Também questiona se a pressão está controlada, informa sobre os serviços oferecidos no posto de saúde e, se necessário, solicita a visita domiciliar da equipe de saúde.

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Foto: Divulgação PMJS

Foi o que aconteceu quando dona Elenita, no início deste ano, bateu a perna e teve um grave problema de circulação sanguínea. “A Ana Paula chegou aqui para a visita mensal bem na hora em que eu estava passando mal. Chamou o médico do posto e ele veio aqui para uma visita domiciliar. Ele se preocupou com o estado da minha perna e me atendeu muito bem. Fiquei muito feliz. Temos plano de saúde mas o atendimento do posto é tão bom que não troco por nada”, afirma dona Elenita, que mora na Vila Baependi e é usuária do posto de saúde da Vila Lalau. A afirmação do casal, ao falar do trabalho da agente comunitária de saúde, é unânime: “essa menina vale ouro!”

O agente comunitário de saúde tem por objetivo promover a saúde e prevenir doenças na comunidade atendida pela Estratégia Saúde da Família (ESF). Também serve de “termômetro” para que a unidade de saúde saiba como estão as famílias que moram no entorno. Quais são as principais doenças das famílias, que tipo de trabalho elas têm, que estilo de vida levam.

Essas informações são cadastradas em um sistema informatizado e servem de base para o planejamento de ações dos profissionais de saúde. Cada agente comunitário de saúde atende, em média, 200 famílias por mês, com o trabalho de porta em porta. Sempre identificados com o crachá da Prefeitura de Jaraguá do Sul.

Foi assim que a agente Carine Saldanha se apresentou pela primeira vez, há três anos, na casa da costureira aposentada Gertrudes Kenkaveski, 56 anos. A profissional começou a acompanhar, mês a mês, o histórico de saúde da família, incluindo a doença do marido de Gertrudes, que ficou acamado e depois faleceu, há quase dois anos. As lágrimas correram dos olhos da viúva e da agente de saúde, ao lembrar de todo o acompanhamento que aconteceu nesse período. “Ela me deu segurança, visitou meu marido acamado. Ele ficava até mais feliz quando eu dizia ‘Sabe quem está aqui? A Carine…’. Ela me orientou sobre a coleta de sangue em casa para acamados e também sobre a visita domiciliar do médico. Coisas que eu nem sabia que acontecia”, comenta Gertrudes, grata pelas visitas da agente. “Minha mãe mora em outro município e inveja o atendimento de saúde que eu tenho aqui na Vila Lalau”, conta a aposentada.

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Foto: Divulgação PMJS

A Secretaria da Saúde de Jaraguá do Sul orienta a população a receber o agente comunitário quando ele bater à porta. Ele sempre estará identificado com o crachá da prefeitura. A visita é rápida. Dura em média 20 minutos.

A coordenadora do trabalho dos agentes, Luciele Pereira da Silva, explica que muitas pessoas estão em casa no momento da visita, mas não aparecem no portão e não querem atender o agente. “É importante essa receptividade, mesmo que a pessoa não seja usuária do SUS”.

O trabalho do agente comunitário ajuda a prevenir doenças, orienta sobre os serviços de saúde oferecidos, acompanha gestantes, diabéticos e hipertensos, esclarece sobre curativos e vacinas.

As visitas dos ACS acontecem espontaneamente na região demarcada pela Estratégia Saúde da Família. Para mais informações ou solicitação de uma visita, deve-se entrar em contato com a unidade de saúde ESF mais próxima da residência.