Por: Sistema Por Acaso | 4 anos atrás

Aplicativo de envio de mensagens instantâneas foi adquirido pelo Facebook por 16 bilhões de dólares

Mark Zuckerberg, do Facebook: império do jovem bilionário nas redes se expande (Beck Diefenbach/Reuters)

A aquisição do Whatsapp pelo Facebook impressiona não só pela ampliação do império de Mark Zuckerberg nas redes (ele já havia adquirido o Instagram em 2012, além de outras startups), mas também pelo valor do negócio — 16 bilhões de dólares, sendo 12 bilhões em ações do Facebook e 4 bilhões em dinheiro. Há ainda 3 bilhões de dólares extras em ações que serão ofertadas aos fundadores e funcionários do Whatsapp nos próximos quatro anos.

O valor surpreende porque o aplicativo, criado em 2009, teve como único investimento externo um aporte de 8 milhões de dólares do fundo Sequoia. Em 2013, o Whatsapp contava com apenas 50 funcionários e uma base de usuários de 450 milhões de pessoas.

No Brasil, poucas empresas possuem um valor de mercado tão alto, sobretudo nos últimos meses, em que o Ibovespa renovou mínimas não vistas desde a década passada. Com exceção de Ambev, Vale, Petrobras e os maiores bancos do país, praticamente todas as empresas de capital aberto possuem valor de mercado inferior ao do Whatsapp. Confira dez ícones da indústria brasileira que valem menos — muito menos — que o aplicativo.

1- BRF – US$14,9 bilhões

 

Resultante da fusão da Sadia e da Perdigão, a BRF é a maior produtora de aves do mundo. Em 2013, foi a terceira maior exportadora brasileira, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento. No setor de proteína animal, é a maior.  Além de Sadia e Perdigão, a empresa é dona de dezenas de marcas no Brasil e no exterior, como Batavo, Elegê, Hot Pocket e Qualy.

2- TIM – US$12,8 bilhões

TIM é a segunda maior operadora de telefonia móvel do país, atrás apenas da Vivo. Possui uma base de 73 milhões de clientes entre telefonia celular e dados. É a subsidiária da Telecom Italia no Brasil.

3- Gerdau – US$10,9 bilhões

A siderúrgica Gerdau existe há mais de 60 anos, possui plantas em 14 países. Sua relevância é tamanha para a economia brasileira que o presidente da empresa, Jorge Gerdau, é um dos principais conselheiros econômicos do Palácio do Planalto.

4- Pão de Açúcar – US$10,8 bilhões

Companhia varejista fundada há mais de 60 anos possui mais de 1 900 lojas em todo o país. Opera, além da bandeira Pão de Açúcar, as redes Extra, Assaí e Barateiro. É a maior rede supermercadista do país, superando multinacionais como Carrefour e Walmart.

5- JBS – US$9,8 bilhões

A empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista recebeu mais de 8 bilhões de reais em aportes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao longo dos últimos anos. O intuito era transformar a empresa na maior produtora de carne processada do mundo. O feito foi concretizado — ainda que seu endividamento, mesmo com todo o empurrão do governo, também seja bilionário. No ano passado, a empresa assumiu as dívidas de 5,85 bilhões de reais da Marfrig em troca da Seara.

6- CSN – US$7,1 bilhões

A Companhia Siderúrgica Nacional existe desde 1941, quando foi fundada pelo então presidente Getúlio Vargas. É um marco da industrialização do Brasil. É controlada pela família Steinbruch desde a década de 1990, quando o governo Itamar Franco vendeu sua participação da empresa. A CSN atua não só em siderurgia, mas também em mineração, logística e cimento.

7- Cemig – US$7,1 bilhões

A Cemig é uma das principais concessionárias de energia elétrica do Brasil. Em Minas Gerais, responde por 96% da área de concessão, com mais de 7 milhões de consumidores, em 774 municípios. É, ainda, a maior fornecedora de energia no segmento de mercado livre, comercializado energia para clientes industriais. A Cemig opera 65 usinas de geração. Foi uma das poucas elétricas a não acatar a proposta de mudança nos contratos de concessão com o governo federal em 2012. Desde então, seu valor de mercado na bolsa despencou mais de 40%.

8- Natura – US$6,7 bilhões

A Natura é a terceira maior empresa do mundo em venda direta. Só perde para Mary Kay e Tuppeware. Em 2013, a empresa lucrou 842,6 milhões de reais.

9- Cosan – US$6,2 bilhões

Uma das principais empresas de energia do país, a Cosan se desenvolveu ao mesmo tempo que a retomada da indústria do etanol, na década de 2000. Com o recuo do setor, que foi prejudicado, sobretudo, pelos subsídios dados pelo governo à Petrobras, a Cosan teve de buscar diversificação. Hoje, fazem parte do grupo a Cosan Lubrificantes, a Radar, a Raízen, a Rumo Logística e a Comgás.

10- Embraer – US$6,1 bilhões

A Embraer é uma das poucas empresas brasileiras que conseguem competir no mercado internacional tanto em preço quanto em tecnologia. Sua atuação no setor de defesa e de aviação comercial fez com que toda uma cadeia de suprimentos para o setor se desenvolvesse no Brasil. Não por acaso, a universidade mais concorrida do país, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) funciona praticamente como anexo da empresa, fornecendo à Embraer os melhores engenheiros do país.

Fonte: Veja.