Por: Sistema Por Acaso | 2 anos atrás

Chave de fenda, de boca, alicate… Já foi o tempo em que essas ferramentas de nomes mais conhecidos eram suficientes para uma manutenção bem feita e precisa no seu automóvel. As oficinas de hoje contam com aparelhos que simplificam a vida do mecânico, mas estão longe de ter nomes fáceis de pronunciar.

Tente repetir três vezes: espectrofotômetro. O nome é complicado, mas a função do aparelho (foto do topo) é simples: recém-lançado, o equipamento mede a tonalidade exata da cor, o que acelera o processo de fabricação da tinta, reduz o risco de erro e evita que toda a peça tenha de ser pintada. O reparo é feito em duas a quatro horas, mais ou menos o tempo que se leva para praticar a palavra “espectrofotômetro” sem erro.

Termômetro a laser

2

Foto: Divulgação

Esse é o mais simples de usar. A ideia aqui é “atirar” para as peças mecânicas e descobrir qual está esquentando além do necessário. A maioria dos motores funciona numa temperatura entre 90 e 100°C. Se o motorista notar falta de rendimento ou superaquecimento do motor, esse será um bom aliado para o mecânico. Com o diagnóstico rápido da área aquecida, o profissional poupa tempo e o cliente, dinheiro, já que os gastos com mão de obra são reduzidos. Na oficina, esse diagnóstico é feito sem custos extras.

Teste de fluido

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Os cursos de manutenção recomendam a troca do fluido de freio a cada dois anos, com o alerta de que esse tipo de líquido pode absorver água do meio ambiente. O que parece ser um ato inofensivo é, na realidade, um grande perigo. Quando o sistema de freio esquenta, essa umidade é transformada em hidrogênio e oxigênio, ou seja, ar. Quando se tem ar no freio, ele perde eficiência. Para identificar a umidade no fluido de freio, o mercado de manutenção oferece aos mecânicos aparelhos que medem a densidade do líquido.

Espectrofotômetro

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O nome parece ter sido tirado de um laboratório, mas já está disponível em funilarias com profissionais que prometem sumir com os riscos do carro fazendo pinturas rápidas. Dificilmente carros mantêm a tonalidade exata após saírem da fábrica. Veículos que ficam expostos ao sol ou à chuva ácida tendem a ter menos brilho do que os mantidos em locais cobertos. Esse aparelho consegue ler a tonalidade da carroceria e informar a cor exata do modelo. Assim, é possível pintar apenas a parte danificada.

Endoscopia do motor

5

Foto: Divulgação

Quem sofre do estômago provavelmente já fez uma endoscopia. OK, nesse caso o carro não precisa ficar 12 horas em jejum, mas pode prevenir gastrites nervosas do motorista ao ver o preço da mão de obra quando é necessário abrir o motor. Instalando uma pequena câmera acoplada a um monitor externo, por meio da tampa do óleo pode-se ter uma visão da parte de cima do motor e analisar varetas, válvulas, balancins e tuchos.  Também pode-se notar como estão os desgastes na parte de baixo do propulsor.

Manômetro

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Esse aparelho é bem mais familiar. O manômetro tem aparência de um “medidor de pressão”, desses usados nos consultórios médicos. Ele também mede a pressão, mas aqui é a do sistema de arrefecimento do motor. O aparelho é usado quando existe suspeita de vazamento na refrigeração – para aqueles casos de temperatura alta e nível baixo de água. Se, ao instalar o manômetro no bocal do radiador, o ponteiro do mostrador permanecer estático, o diagnóstico é bom: não há vazamento.

Fonte: Auto Esporte