Por: Anderson Kreutzfeldt | 4 anos atrás

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O Facebook tem uma maneira não muito sutil de lidar com seus concorrentes: ele os engole. O primeiro a ousar ameaçar a hegemonia da rede social de Mark Zuckerberg foi o Instagram. Acabou devorado por US$ 1 bilhão no ano passado, quando passou a fazer parte do império do Facebook. O valor foi uma bagatela, se comparado ao preço que o faminto Zuckerberg pagou pelo WhatsApp esta semana: US$ 19 bilhões.

Dessa quantia, US$ 4 bilhões serão pagos em dinheiro, US$ 12 bilhões em ações do Facebook e outros US$ 3 bilhões em ações restritas que serão divididas entre os funcionários do WhatsApp ao longo dos próximos quatro anos.

Apesar do impressionante valor da transação, incorporar o adversário não é uma estratégia só do Facebook. “A forma mais rápida de crescer no mercado é sair comprando os concorrentes. Não é a mais barata, mas é a mais rápida”, observa o professor Marcos Hiller, coordenador do MBA em mídia online da Trevisan Escola de Negócios.

E a prática é bem difundida no mundo da internet. Sabe o Google? Para concluir sua missão de – diz a sabedoria popular contemporânea – dominar o mundo, a gigante da internet já comprou o site de compartilhamento de vídeos Youtube e o aplicativo de localização Waze por US$ 1,65 bilhão e US$ 1,3 bilhão, respectivamente.

Já a Microsoft, do bilionário Bill Gates, comprou a Nokia e gabava-se de ter feito a transação mais cara da história da internet: US$ 8,5 bilhões pelo Skype. Pois é. Gabava-se. Porque agora o maior montante já registrado na história da internet foram os US$ 19 bilhões de Zuckerberg.

Fonte: Correio 24 horas