Por: Sistema Por Acaso | 14/12/2011

Fome animalFilmes de Zumbi. Para alguns, uma perda de tempo. Para outros, uma total perda de tempo. Brincadeiras à parte, ao falarmos desse gênero estamos sempre no território do ame-ou ou deixe-o. Fome Animal, dirigido por Peter Jackson, foi a obra que me transformou em um entusiasta dessa categoria, seja nos games, literatura, televisão ou cinema

Lionel vive com sua mãe. Um belo dia ela é mordida por um Macaco-rato de Sumatra e o resto você já sabe. Sim, Macacos-rato de Sumatra transformam as pessoas em morto vivos, fazendo a mãe de Lionel retornar como um zumbi que adora comer animais e pessoas. O filho tenta esconder o fato, principalmente da moça por quem está apaixonado e a situação só piora a medida que surgem novos infectados.

O filme, além de sangue e tripas, apresenta uma pequena comédia de costumes ambientada na década de 50. Há a mãe opressora e preconceituosa que não quer ver o filho se envolver com uma moça latina, além de outros grupos com certo “destaque” na comunidade, como as famosas associações de senhoras. Peter Jackson, o diretor, ficaria famoso alguns anos depois ao comandar a trilogia de “O Senhor dos Anéis”, mas foi com filmes Trash, misturando comédia e terror, que sua carreira realmente começou.

“Tu madre se ha comido a mi perro” (nome do filme da Espanha) utiliza um padre carateca, um bebê zumbi, humor doentio, um cortador de grama e mais de 300 litros de sangue falso em uma única cena. Elementos que transformaram “Fome Animal” em um dos maiores clássicos do gênero, filme campeão de audiência do saudoso Cine Trash nas tardes da Band e fenômeno nas locadoras de todo o mundo.

É dito que os Zumbis são os novos vampiros de Hollywood, tanto que nunca foram levados tão a sério. Podem ser lentos, rápidos, originados por um vírus, ou qualquer outra forma de contágio. Com humor ou tensão, contendo ou não comentário social, sou um eterno fã da zumbizada. E desde que não brilhem, sempre terei um tempinho para novas histórias.

Trecho do filme – “I kick ass for the Lord!”: