Por: Anderson Kreutzfeldt | 4 anos atrás

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Pesquisadores da Universidade Monash (melbourne) encontraram uma forma reversível de impedir que os espermatozoides saiam junto com a ejaculação sem afetar a função sexual. Cientistas australianos estão próximos de sintetizar uma pílula anticoncepcional masculina, mas o medicamente ainda levará cerca de 10 anos para chegar às prateleiras das farmácias.

Inclusive, testes feitos em animais já comprovaram que o esperma pode ser mantido “em estoque” (sim, dentro do corpo do homem) durante a relação sexual. Até então a busca pelo contraceptivo masculino se concentrava na tentativa de produzir espermatozoides não-funcionais, porém, os medicamentos desenvolvidos acabavam por trazer inúmero efeitos colaterais considerados intoleráveis.

Os testes feitos pelos pesquisadores australianos em camundongos (que tiveram DNA alterado para o experimento) foram um sucesso e o procedimento (alteração de proteínas) comprovou-se reversível.  Nos camundongos, o único efeito colateral encontrado foi uma perda pequena da pressão sanguínea. Embora desconheçam-se os efeitos que tal solução poderia causar nos seres humanos, acredita-se que o volume da ejaculação também possa ser alterado.

Porém, a árdua missão dos cientistas agora é descobrir quais drogas possam produzir o mesmo efeito nos seres humanos. Uma delas, eles acreditam ser utilizada há décadas em pacientes com crescimento benigno da próstata enquanto a segunda droga segue sendo uma incógnita. A descoberta desse segundo medicamento pode levar até uma década.

Evidentemente, a principal preocupação dos australianos é continuar com a pesquisa e observar as consequências do uso do medicamento em seres humanos.

OBS: Embora pareça muito tempo para a gente, 10 anos não são nada para o campo científico.

Reação de 90% dos homens ao lerem essa notícia:

Bivis_I_Batkhed_2_largeFonte: BBC