Por: João Marcos | 5 anos atrás

Vi lá na Super, que uma  equipe liderada pelos professores Charles M. Lieber e Daniel Kohane desenvolveu um processo complexo ao incorporar uma rede de minúsculos fios 3D em tecidos de células humanas. Primeiro, criaram “andaimes” de fios eletrônicos em escala nano que, depois, eram cultivados com células vivas. Assim, acabavam se integrando e formando o tecido “misto”, feito em parte por células humanas, parte por eletrônicos. Foi a primeira vez que os dois elementos foram realmente integrados em um tecido com capacidade de sensibilidade e estimulação.

E por que isso é importante? A bioengenharia andava atrás de sistemas capazes de detectar mudanças químicas ou elétricas nas células humanas depois que fosse implantado ao corpo. A descoberta pode ser a solução para o desenvolvimento de tecidos artificiais que sejam capazes de monitorar e estimular as células vivas, mesmo depois de inseridos no corpo humano.

“Nós podemos usar eletrodos para medir a atividade em células ou tecidos, mas isso acaba os danificando. Com esta nova tecnologia, pela primeira vez, podemos trabalhar na mesma escala que a unidade do sistema biológico sem o interromper”, disse Liber em entrevista ao site Harvard Gazette.

Os resultados foram divulgados na revista Nature Materials, em um artigo que detalha como os cientistas conseguiram incorporar nanofios elétricos em um tecido cultivado em laboratório.

Imagine só isso depois de melhor estudado, os avanços que teríamos em implantes de membros, isso mudaria a vida de pessoas aleijadas e amputadas.