Por: Gabrielle Figueiredo | 05/08/2015

Segue artigo publicado pelo site O Correio do Povo

O reitor da Católica SC, Robert Burnett, esteve nessa terça-feira, dia 7, na Câmara de Vereadores apontando itens que foram “ignorados” pelo processo para implantar o curso de medicina em Jaraguá do Sul.

Um recurso contestando o resultado já foi protocolado em Brasília. Inicialmente, a Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, foi selecionada para implantar o curso no município. Entretanto, a avaliação e o próprio edital estão sendo contestados, inclusive no Ministério Público, por inúmeras instituições que concorreram à disputa aberta em 39 cidades.

Foto: Rafael Verch

Foto: Rafael Verch

Burnett apontou que a Católica apresentou um projeto com mais de três mil páginas, documentado cada item com rigor técnico. Em cinco pontos, como o plano de contrapartida ao SUS, plano para oferta de bolsas de estudo, implantação da residência médica, infraestrutura e para formação dos alunos, a instituição recebeu nota zero e acabou desclassificada. Mas, segundo o reitor, cada um dos itens foi cumprido e trazia propostas melhores do que a apresentada pela vencedora.

“Eles apontaram 5% de repasse de recursos ao SUS, nós apresentamos 20%. A proposta deles colocou o mínimo de bolsas de estudo, 2%, nós oferecemos 10%. A Estácio ofertou o mínimo e levou. Isso nos causa estranheza”, comentou.

A informação é que o MEC teria terceirizado a avaliação das propostas com a contratação de consultorias. Para Burnett, examinar toda a documentação não é um processo simples, mas a instituição quer uma análise completa. “Não viram nossos documentos por uma razão que a gente desconhece. Se tiver um projeto melhor, melhor para a cidade. Não queremos benefício, apenas uma revisão, temos tudo tecnicamente bem documentado”, completou.

Para a presidente da Câmara de Vereadores, Natália Petry, os membros do legislativo tem interesse em que o curso seja implantado, entretanto, as dúvidas no procedimento de escolha precisam ser esclarecidas. “Estamos estudando juridicamente de que forma podemos nos manifestar. Essa avaliação gera dúvidas, se a Católica preenche requisitos a mais do que a escolhida precisamos esclarecer essa situação”, apontou.

A estimativa é que a instituição investiria até R$ 14 milhões para implantação do curso na cidade. Seriam em torno de R$ 9 milhões para a construção de blocos e laboratórios, e outros R$ 5 milhões para os equipamentos. Até a ser anunciada a resposta sobre as contestações, no próximo dia 28, o MEC não deve se pronunciar oficialmente sobre o processo.