Por: Misael Freitas | 6 meses atrás

Quando você pensa em golfe, o que vem na sua cabeça? Talvez seja o rosto do golfista Tiger Woods, talvez sejam as imagens de campos gigantescos ou até a lembrança dos tacos e das bolinhas usadas nas partidas.

Apesar de não ser um esporte tão conhecido no Brasil, o golfe habita o imaginário popular, mesmo daqueles que só viram a modalidade nos filmes e séries que assiste.

Até começar a treinar, a golfista catarinense Graciela Zermiani, também só conhecia o esporte de maneira superficial. Ela, que é natural de Ibirama e morou alguns anos em Jaraguá do Sul, vive em Cuiabá, no Mato Grosso.

Foi lá que Graci experimentou o golfe e pegou gosto pela modalidade. Hoje, a golfista participa de torneios e foi até destaque em uma matéria do Globo Esporte sobre o assunto.

Graciela Zermiani e destaque no golfe nacional

Graciela Zermiani é destaque no golfe nacional | Foto: Arquivo Pessoal

Graci sempre foi muito ligada aos esportes e a vida toda fez parte de times de vôlei e futebol, mas quando se mudou para o Mato Grosso, teve dificuldades em encontrar novas turmas.

“Cheguei a treinar basquete sozinha na quadra do meu condomínio, mas não é a mesma coisa”, explica. “Foi aí que me indicaram o golfe”, completa.

A paixão pelo golfe foi amor a primeira vista. “Eu conheci um campo daqui, fiz algumas aulas e me identifiquei de cara”, revela. Segundo ela, apesar de parecer solitário, o golfe é um esporte de muita união.

Foto: acervo pessoal

Foto: acervo pessoal

“Todo mundo aqui se ajuda porque querem que mais pessoas joguem também”, explica. “No começo, eu pegava tacos e equipamentos emprestados para jogar”, afirma. “Todos ajudavam de alguma forma”, garante.

Com o tempo, ela se aperfeiçoou, passou a participar das disputas internas e logo estava competindo fora de Cuiabá. “Já joguei pelo Brasil todo e também nos Estados Unidos, na República Dominicana e no México”, conta.

Premiação na Taça Agro Amazônia de golfe. Foto: acervo pessoal

Premiação na Taça Agro Amazônia de golfe. Foto: acervo pessoal

Mesmo participando de disputas, ela se vê mais como uma divulgadora do que uma competidora nata. “Algumas pessoas já me chamaram de Embaixatriz do Golfe”, comenta. “Acho que meu papel de verdade é divulgar o esporte”, completa.

Segundo ela, o golfe precisa de mais personalidades para ser difundido no Brasil. “O pessoal conhece o esporte, mas não entende como se joga, quais são as regras e nem qual o objetivo”, acredita.

“Eu vejo que minha função é levar esses conhecimentos para o grande público e divulgar essa modalidade esportiva que é tão boa”, emenda. Além do esporte, Graci também se dedica aos estudos e está finalizando o trabalho de conclusão do curso de Nutrição.

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“Meu trabalho final será voltado para a saúde do golfista e depois de formada eu quero me especializar ainda mais no assunto com uma pós”, afirma.

“Mesmo quando eu não jogar mais, ainda sonho em trabalhar sempre com o golfe”. No ano que vem, Graciela tem planos de focar apenas no golfe e viajar para o exterior em busca de uma especialização na área.

Em junho, Graciela Zermiani foi destaque em uma matéria exibida no Globo Esporte de Mato Grosso que apresentou um pouco do golfe para os telespectadores. Um dos pontos levantados na reportagem foi a abrangência da faixa etária das pessoas que praticam o esporte.

“Temos desde crianças até pessoas mais idosas”, conta Graci. “No golfe também não há preconceito por conta de gênero”, garante. “No campo, nunca tive problemas por ser mulher”, comenta.

Clique na imagem para assistir a matéria.

A matéria no Globo Esporte rendeu até uma selfie com o cinegrafista

A matéria no Globo Esporte rendeu até uma selfie com o cinegrafista | Foto: Arquivo Pessoal

Pelo menos em Cuiabá, o principal obstáculo para a conquistas de novos adeptos é o clima. “Aqui faz muito calor e tem sol o ano todo”, explica Graci. Mesmo no inverno, as temperaturas podem passar dos 30 °C.

“Essa condição afasta principalmente as mulheres que, em geral, cuidam mais da pele e preferem não se expor tanto ao sol”, pondera a golfista. “Eu mesmo preciso de muito protetor solar para me proteger”, conta.

A catarinense sente orgulho de ser considerada uma representante do golfe no Brasil. “Eu gosto de divulgar esse esporte e de mostrar para as pessoas o bem que ele faz”, afirma. “As pessoas sempre me perguntam como começar a jogar e onde ir para praticar”.

“Eu faço questão de responder todo mundo e tirar todas essas dúvidas”, declara. Em breve, ela deve começar um canal no Youtube com vídeos explicativos sobre o golfe no país.

Divulgar o golfe é a verdadeira paixão de Graci

Divulgar o golfe é a verdadeira paixão de Graci | Foto: Arquivo Pessoal

De vez em quando a saudade bate e Graci vem visitar a família em Santa Catarina. “Sempre faço planos de visitar meus amigos em Jaraguá do Sul, mas mesmo estando no estado, ainda fica um pouco longe de Ibirama”, lamenta.

“No tempo em que morei em Jaraguá, fiz muitos amigos e conheci muitas pessoas que foram importantes para a minha trajetória”, explica. “Acho que até o fim do ano consigo um tempo para encontrar o pessoal”, promete.

Para conhecer mais do trabalho da Graci e ficar por dentro dos eventos e das competições que ela participa, você pode seguir o perfil dela no Instagram clicando aqui.

Como funciona o golfe?

A origem do golfe é controversa, mas a linha mais aceita pelos historiadores, é que o esporte nasceu na Escócia e já era praticado por volta de 1400. Um jogo de golfe consiste em levar a bola para os buracos estrategicamente colocados no campo com o menor número de tacadas possível. Essa modalidade esportiva exige muita concentração, pulso firme e bom olho para as tacadas.

Normalmente, uma partida de golfe conta com 18 buracos e vence quem totalizar o menor número de tacadas. Em alguns pontos, os buracos podem estar próximos ou virem após pequenos lagos, árvores, mata e outros obstáculos que tem a intenção de dificultar as tacadas do golfista.

O golfe é um esporte para todas as idades e gêneros | Foto: Divulgação

O golfe é um esporte para todas as idades e gêneros | Foto: Divulgação

O interessante do golfe é que mesmo com um competidor, oficialmente, a disputa depende apenas do golfista. O campo é o mesmo para os dois e são as habilidades de cada um que farão a diferença na contagem final das tacadas. O golfe voltou a ser um esporte olímpico na Rio-2016, depois de 112 anos fora dos jogos.

Tiger Woods é um dos golfistas mais conhecidos mundialmente e no Brasil, Adilson da Silva e Lucas Lee são alguns dos nomes mais famosos. Para quem tem o desejo de começar a jogar, a golfista catarinense Graciela Zermiani, indica o Country Club que fica em Joinville. “Eles tem um campo muito bonito para quem quer conhecer mais o esporte e começar a praticar”, aconselha.