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Clint Eastwood começou e terminou dois filmes no ano passado, assim como lançou outros dois em 2008 e dois em 2006. O ritmo de trabalho do diretor de 79 anos é intenso, mas ele nunca gastará mais de alguns meses numa produção.

“Quatro semanas está ótimo”, brinca Eastwood, num evento para convidados em Los Angeles, na semana passada. “Acho ótimo que alguém queira fazer filmes como “Avatar”, “Distrito 9″, adoro efeitos especiais, são muito divertidos. Mas eu ainda gosto de fazer filmes que contam histórias […] E adoro ter uma vida, uma família.”

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Eastwood rodou o inédito “Hereafter” em 2009, um thriller sobrenatural sobre três pessoas que tiveram experiências de quase morte, além do recém-lançado “Invictus”. “Às vezes, eu penso em parar [de trabalhar] por um tempo, mas daí aparece aquele roteiro ótimo…”, disse, num auditório lotado, num museu da cidade.

A prolífica carreira do diretor americano, vencedor de quatro Oscars, está sendo celebrada com uma caixa com 19 DVDs e 34 filmes, para comemorar as quase quatro décadas de parceria com os estúdios Warner Bros, iniciada para valer em 1971, com “Perseguidor Implacável” (“Dirty Harry”).

No Brasil, deve ser lançada em julho uma caixa com cinco DVDs, ainda sem títulos definidos, com um livro de luxo e um documentário de 20 minutos. A coleção completa está à venda na Amazon.com por US$ 129 (cerca de R$ 260); ficaram de fora os “spaghetti westerns” com Sergio Leone e sua estreia na direção (“Perversa Paixão”, 1971), já que não são da Warner.

O livro e o curta-metragem são assinados por Richard Schickel, 77, amigo de longa data e crítico veterano da revista Time, que já escreveu uma extensa biografia de Eastwood.

“Os críticos não gostavam de seu trabalho no início”, disse Schickel a um grupo de jornalistas estrangeiros. “Também não gostei quando vi pela primeira vez [os faroestes com Leone], acho que eu era muito tradicionalista […] Eu já pedi desculpas até, só fui entender uma década depois […] O mesmo aconteceu com “Dirty Harry”, eu achava que era um bom filme, mas não tudo isso. Acho que tive medo de dizer, porque todo mundo estava tão maravilhado. Mas hoje adoro.”

O curta é uma colagem de filmes de Eastwood, intercalados por cenas do diretor visitando os estúdios Warner, entre cenários antigos, o guarda-roupa com figurinos históricos e a sala de música instrumental que ganhou seu nome. É uma obra chapa-branca, ou seja, sem detalhes dessa relação diretor-estúdio, que costuma ser sempre bastante conflituosa.

“Clint fica muito confortável quando estou circulando com a câmera. O filme é bem leve, não é um estudo pesado, sério sobre seu trabalho”, explica Schickel.

Via Folha.