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Carlos Schroeder, as certezas e as palavras

Programe-se, nesta terça-feira, dia 9, às 20h, as certezas e as palavras finalmente vão se encontrar: uma breve leitura pública e uma sessão de autógrafos lançam nacionalmente o nono livro do escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder.

O lançamento acontece na Galeria de Arte do SESC, no SESC Jaraguá do Sul, na rua Jorge Czerniewicz, 633, e o acesso é livre.

“As certezas e as palavras” (Editora da Casa, R$ 25,00, 128 páginas) reúne mais de vinte contos, alguns inéditos e outros publicados em coletâneas, revistas e jornais nos últimos cinco anos.

Sobre o livro, o escritor Rodrigo Schwarz explana: “Schroeder constrói histórias sólidas e viscerais, municiadas pelo seu cabedal literário. Apreciador inveterado de J. M Coetzee, dos clássicos e das melhores lavras da literatura contemporânea mundial, o catarinense, se fosse músico, tocaria Radiohead ou The Killers sim, mas seria capaz de executar uma peça de Beethoven ou Bach.”

“Eu encaro cada conto meu como um desafio, um desafio de linguagem e técnica. Para mim, escrever um conto é como dançar valsa e tomar café ao mesmo tempo. Uma delícia, uma loucura, um rodopio” afirma Schroeder.

 

Autor de nove livros, dentre eles os romances “A rosa verde” (Edufsc) e “Ensaio do Vazio” (7 letras), Carlos Henrique Schroeder vive e respira literatura: é editor da Design Editora, assessor do SESC Santa Catarina na área de literatura e diretor da Feira do Livro de Jaraguá do Sul. Nascido em Trombudo Central(SC), o autor morou muitos anos em Balneário Camboríu (SC)

Para o escritor Manoel Ricardo de Lima, doutor em Teoria da Literatura e professor de literatura na UFSC, “Carlos Henrique Schroeder atravessa a palavra com o que há de mais ordinário no mundo, este cotidiano que nos engole, nos devora e nos cospe na cara a ausência da própria palavra. As narrativas que formam este seu conjunto trabalham exatamente nesta linha afetada por estes impasses do vazio. Uma fúria, mas também uma delicadeza.”

Com lançamentos agendados em doze cidades catarinenses neste primeiro semestre, Schroeder espera poder divulgar bem sua obra: “um livro precisa de leitores, o uso é a respiração da palavra, como já disse o Wittgeinstein” finaliza.