Por: Isah Sanson | 16/12/2011

Em um tempo em que a mobilidade é tema obrigatório nos debates sobre o futuro que se planeja para a cidade, é preocupante constatar que há uma letargia do poder público acerca do tema e também desinteresse da comunidade em geral. Perde-se tempo com ideias mirabolantes, com mesquinharias políticas e interesses que passam longe de ser coletivos.

O terminal central e os mini-terminais estão há quatro anos atrasados e não há sequer um sinal de que a situação vá ser resolvida. As ciclovias embora tenham crescido em número, não podem ser chamadas de alternativa viável para quem quer se locomover com segurança e sustentabilidade. Sem ligação, estão todas desordenadas.

As faixas elevadas, que serviriam para dar segurança aos pedestres, comprovam duas tristes realidades, a primeira de que a sociedade é mal educada, e a segunda é de que faltou planejamento, pois foram implantadas cinco delas, sendo que uma terá que ser removida e outra refeita.

As pontes anunciadas a cada novo governo com todo barulho possível, logo entram para o ranking de promessas não cumpridas. Ora porque muda o comandante, mudam-se os projetos. Ora porque os projetos se mostram infundados.

Enquanto isso, cerca de 500 veículos novos são emplacados mensalmente, tornando as ruas cada vez mais um amontoado de gente apressada, mas que vai ter que ficar parada.

Li no Editorial do Correio do Povo.