Por: Isah Sanson | 7 anos atrás

Em dezembro, publiquei um post sobre o caos no trânsito de Jaraguá do Sul, falando sobre o trem, as pontes, as lombadas e o terminal rodoviário central. Eis que surgiu o comentário do leitor Alan M., para dar uma engrossada no assunto:

Falo de trânsito com um triste conhecimento de causa, pois sou de São Paulo. Mudei-me para Jaraguá há dois anos em busca de qualidade de vida e sossego, depois de conhecer a cidade em várias reuniões anteriores. Antes que alguém pense em atirar pedra aviso, sou jornalista, trabalho em casa e raramente saio de carro, portanto, não colaboro muito com o caos no tráfego e quando o faço, é sempre em horários alternativos. Jaraguá é uma cidade maravilhosa, encantadora, eu e minha família estamos muito felizes e eu, que ainda trabalho em São Paulo, fico chateado de ir para lá todos os meses fechar as edições da CAR Magazine, onde sou editor – www.carmagazine.com.br. Já ouvi até falar em rodízio de placas por aqui e assim como em São Paulo, além de não resolver, só mascara o problema real.
Mas o trânsito de Jaraguá merece algumas reflexões. A primeira é a educação dos motoristas, que, ou andam devagar demais ou rápido demais, e os que andam rápido são os piores. Sou piloto de testes e vejo barbaridades todos os dias. Nunca passo dos 60 km/h dentro da cidade e chego no mesmo tempo gasto pelos apressadinhos. A segunda é o fluxo direcionado para a área central. Para se ir do norte ao sul, ou de leste a oeste, obrigatoriamente passa-se pelo centro e é lá que todos os destinos se cruzam, atravancando tudo. Um mini anel viário em torno da cidade resolveria facilmente essa questão. As ciclovias deveriam merecer mais atenção, serem mais seguras, sinalizadas e lógicas, mas aqui também vai uma ressalva aos motoristas, que não respeitam o ciclista, infelizmente, para uma cidade que foi considerada uma das melhores para se viver no Brasil. As faixas de pedestres estão mal colocadas e mal sinalizadas. Deveriam estar em menos, porém melhores pontos e se
rem bem sinalizadas e iluminadas (algumas estão quase totalmente apagadas). Com uma faixa colada à outra, a vontade do motorista é acelerar e seguir em frente, respeita a primeira e segue em frente na segunda. Deveria haver uma combinação entre semáforos e faixas para travessia de pedestres.
Numa cidade com tantos rios, pedem-se pontes, sem dúvida, e num Município que arrecada tanto imposto, isso não deveria ser problema.
Ao invés de praguejar contra o trem, por quê não utilizar seus trilhos para um trem urbano que ligue as cidades da Grande Jaraguá, tirando assim centenas – ou quem sabe milhares – de carros de circulação todos os dias, do pessoal que trabalha nas grandes indústrias. Os trilhos passam na porta da Marisol, Lunender, próximo à Malwee e Urbano. Quantos trabalhares dessas empresas usam o carro todos os dias para trabalhar, vindo de Corupá, Guaramirim e cercanias? Essas são apenas sugestões básicas e de fácil confecção, que praticamente já estão prontas. Num segundo estágio, semáforos inteligentes ajudariam muito, mas aí eu entraria num outro assunto que fica para outro dia, a conservação das ruas e calçadas, muito ruins para uma cidade que deveria respeitar suas origens germânicas, não fazendo remendos que passam longe da precisão alemã. Não esqueçam, seta ligada não é salvoconduto para mudar de faixa na hora que quiser e buzina não é palmatória,
só serve para irritar quando mal usada. Abraços!

Muito bacana, hein!
Vocês também tem sugestões viáveis e práticas para melhorar o trânsito em nossa cidade? Comentem, queremos saber a opinião de vocês sobre o assunto.