Por: Cláudio Costa | 02/12/2015

Com cinco anos de carreira, a banda Camaleão Robô é conhecida na região por tocar na noite. Agora, o trio composto por Tiago Wickmann (baixo e voz), Lenilson Elisio (guitarra) e Alisson Christian Mallmann (bateria) busca firmar a sua identidade como um power trio de rock autoral com o lançamento do primeiro disco, intitulado “Camaleão Robô”. “A gente está tentando mostrar a identidade da banda. Muita gente define a banda com o cover que toca na noite. Só que a gente acredita que o que define a identidade da banda é o som autoral”, explica Wickmann, ao afirmar que o som do grupo não é pop.

Tiago comenta que o espaço para bandas que tocam o som próprio é pequeno. “A banda começou autoral e nunca perdeu esse lance. Todo mundo sabe que a gente toca na noite. Quando a gente vai fazer um show de três horas e você tem um repertório autoral de 40 minutos, você não tem como só tocar autoral. Então, a gente acaba cedendo”, revela Wickmann. “Isso também serve para abrir as portas”, completa o guitarrista Lenilson.

Tiago é o único dos três músicos que vive apenas de música. Lenilson e Alisson ganham a vida com atividades paralelas. Nos dois primeiros anos, a Camaleão Robô tocou em muitos locais e a agenda estava apertada. Mas, com a adoção de alguns critérios para as apresentações, esse ritmo caiu em cerca de 70%. “De dois anos pra cá, a gente começou a focar insistentemente no autoral. A gente está tocando em poucos lugares e há bares que não cedem o espaço e você só pode tocar o cover. Mas há bares em que a gente só tocou autoral”, afirma Wickmann.

Primeiro disco da banda contém 11 faixas. Foto: Divulgação

Primeiro disco da banda contém 11 faixas. Foto: Divulgação

A banda já lançou o novo disco em Florianópolis e Jaraguá do Sul e afirma que a ideia é seguir por esse caminho. “A galera curtiu pra caramba e a gente gostou do resultado. Até então, a gente tinha feito poucos shows autorais, mas o lance é que agora a gente quer mesmo é mostrar a identidade da banda. Se você for olhar o disco, tem muitas referências do blues e do rock clássico. E é isso o que é o repertório da banda, que traz releituras de clássicos dos ano 60 e 70”, avalia Wickmann.

Segundo o vocalista e baixista da Camaleão Robô, há sempre uma necessidade de rótulos e o grupo nunca “entrou nessa”. Mas o som da banda é pautado no rock desde o início e que as referências para o primeiro disco do grupo são bem conhecidas. “Nós tocamos Creedence, Pink Floyd, Casa das Máquinas, Muddy Waters, Secos e Molhados e Raul Seixas”, exemplifica Wickmann. “Se alguém for em um show da Camaleão Robô e dizer que é pop, o cara tá fora”, dispara Lenilson. “Não entende”, frisa Mallmann. “A gente está trazendo esse trabalho autoral pra mostrar qual é o som da banda, que é o rock clássico e o blues”, ilustra Wickmann.

Com 11 faixas, o primeiro disco da banda foi gravado “na raça”. Os instrumentos foram gravados juntos, como era o costume de bandas que servem de referência para o grupo. Apenas a voz gravada separadamente. Ao todo, o álbum produzido pelo músico Thirray Priester levou um ano para ficar pronto. “Se você escutar o disco, ele está bem cru”, conta Mallmann. As composições do disco foram gravadas na casa do baterista. Os equipamentos do estúdio foram desmontados e levados para o local de gravação.

Segundo a banda, a capa do disco foi pensada como a gravação do disco. “Fizemos tudo de uma forma crua”, avalia Wickimann. A arte foi feita com fotos dos instrumentos sobrepostas por fotos da banda e pedaços de papel com as letras das música. Tudo forma um mosaico que mostra um pouco mais da identidade da banda. Para adquirir o álbum, basta entrar em contato pelo e-mail camaleaorobo@gmail.com. Para ficar por dentro da agenda do grupo, curta a fanpage no Facebook.