Por: Tita Pretti | 4 anos atrás

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A novela da 21ª edição da Schützenfest, realizada em 2009 com controvérsias financeiras, teve mais um capítulo na tarde de ontem, com uma audiência para apurar a responsabilidade sobre o pagamento de R$ 390 mil, referentes às bebidas fornecidas.

A juíza da Vara da Fazenda, Cândida Brugnoli, ouviu representantes da Distribuidora de Bebidas Príncipe, de Joinville, além de testemunhas da Prefeitura de Jaraguá do Sul e da Associação dos Clubes e Sociedades de Tiro do Vale do Itapocu. O réu é a empresa Fábrica de Shows, que não enviou representantes.

Foram arroladas nove testemunhas, sendo quatro chamadas pela procuradora do município de Jaraguá, Ivana Atanásio Dias; e cinco pelo advogado da Associação de Sociedade de Tiro, Marcos, Edilson Minel, e outras duas pela procuradora da empresa, Gisele Teixeira, que também chamará duas testemunhas para uma nova audiência em Joinville, ainda a ser marcada.

Repasses do governo

Uma das testemunhas da administração municipal, o ex-secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Ronaldo Raulino, afirmou que o pagamento cabe à empresa terceirizada para realizar o evento, a Fábrica de Shows. Ele afirmou que o déficit apresentado nas contas só ocorreu porque o governo do Estado, que recebeu cerca de R$ 800 mil da Companhia de Bebidas das Américas (AmBev) com orientação de encaminhar R$ 500 mil para a 21ª edição da Schützenfest, não efetuou o repasse, provocando o rombo nas contas finais.

Uma nova audiência foi marcada para o dia 3 de dezembro, na Vara da Fazenda, quando o representante da Bebidas Príncipe, autora do processo, deve prestar depoimento. Até lá, deverão ser ouvidas as duas testemunhas restantes.

Comissões internas

A Schützenfest 2009 foi alvo de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) e de uma Comissão Processante da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul. A Comissão foi instaurada em dezembro de 2009 para apurar a causa de um déficit anunciado de mais de R$ 450 mil pela Comissão Central Organizadora (CCO). As audiências só ocorreram a partir de janeiro de 2010.

Foram chamadas a depor a principais entidades e empresas envolvidas na organização da festa, como Prefeitura, Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, Fundação Cultural, Associação dos Clubes e Sociedades de Tiro do Vale do Itapocu, Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR), Fábrica de Shows, Blucredi e os principais fornecedores.

Em 2013, a ex-prefeita Cecília Konell e mais três pessoas – o diretor da Fundação Cultural, Jorge Luiz de Souza; o ex-secretário de Turismo, Ronaldo Raulino; e o ex-presidente da Associação, Nelson Sjoberg – foram apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado como responsáveis pelas irregularidades. O processo ainda tramita na Vara Criminal de Comarca de Jaraguá do Sul.

Via OCP Online.