Por: Ricardo Daniel Treis | 6 anos atrás

Duas orelhas-de-gato (que, sentimentalmente, o Angeloni viola o limite do aceitável empurrando o nome “cavaco”) e um copo de leite. Deixo o café de lado, já que cafeína me dá zicas.

O tal desjejum hoje é uma coisa estranha. Mais precisamente, deixou de ser hábito desde o primeiro dia que minha mãe não precisou mais me acordar pra ir pra aula. Menos rígido com rotinas, ou o cara fica mais tempo na cama e ignora ou acaba comendo qualquer coisa no caminho; e nessa o pão com mus, a bananinha amassada ou copo de Nescau acabam virando iguarias de sabor esquecido ou de experimentação esporádica, e sem o mesmo sabor.

Hoje depois de umas compras rápidas fiz no Angeloni o citado breakfast, digerido com a reflexão acima. Me perguntei ao final: café da manhã é uma coisa que fica na infância?

Pelo que sei, enquanto não tiver filhos, vai demorar pra que apareça na mesa lá em casa uma torrada com geléia antes das 8h da manhã.